Violência no Rio

Rogério 157 nega ter sido o chefe do tráfico de drogas na Rocinha

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

  • Andre Melo/Estadão Conteúdo

    Rogério 157 ao ser preso pela Polícia Civil do Rio em dezembro de 2017

    Rogério 157 ao ser preso pela Polícia Civil do Rio em dezembro de 2017

Em interrogatório prestado nesta quarta-feira (11), Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157, negou ter sido o chefe do tráfico de drogas na Rocinha, maior favela da zona sul do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada em nota pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

Segundo o texto, Rogério 157 foi interrogado por videoconferência na penitenciária federal em Porto Velho, em Rondônia, onde está desde 18 de janeiro deste ano.

157 foi preso em 6 de dezembro do ano passado após quase três meses sendo procurado pela polícia. Contra o traficante havia ao menos 13 mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça do Rio, por crimes como homicídio, assalto a mão armada e tráfico de drogas. Ele era um dos mais procurados pelas polícias do Rio.

De acordo com denúncia do MP (Ministério Público), quando o traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem, foi preso, Rogério ficou à frente do tráfico de drogas e da facção criminosa que atuava na Rocinha.

Rogério 157 e Nem estão no mesmo presídio federal

De acordo com a Promotoria, Rogério 157 obedecia aos comandos de Nem, que enviava mensagens por meio de sua mulher, Danúbia Rangel. Esses crimes teriam acontecido entre 2013 e 2014, período em que Rogério 157 alega ter vivido em Minas Gerais.

No entanto, eles racharam e 157 teria se tornado o líder do tráfico na Rocinha, isolando Nem e a facção criminosa do antigo aliado.

Segundo as polícias do Rio, Rogério 157 foi um dos pivôs da crise de segurança na Rocinha, em setembro do ano passado, quando o bando de Nem, tentou invadir a comunidade para retomar o controle do tráfico local.

A favela da Rocinha é um local estratégico porque se localiza entre vias que ligam as zonas sul e oeste da capital. A comunidade fica próxima das praias mais badaladas da cidade, como Copacabana e Ipanema, com comércio de drogas, principalmente maconha e cocaína, sempre em alta.

Ao prender Rogério 157, o então secretário estadual de Segurança, Roberto Só, considerou a prisão como "emblemática". "[Ele é um] criminoso que há mais de dez anos vem causando problemas para o Rio de Janeiro", disse.

A prisão de 157 chegou a ser alvo de polêmica após os policiais civis que o detiveram terem tirado selfies com ele na delegacia. Isso seria apurado pela Corregedoria da Polícia Civil.

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