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Rogério 157 nega ter sido o chefe do tráfico de drogas na Rocinha

Andre Melo/Estadão Conteúdo
Rogério 157 ao ser preso pela Polícia Civil do Rio em dezembro de 2017 Imagem: Andre Melo/Estadão Conteúdo

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

12/04/2018 09h52Atualizada em 12/04/2018 09h55

Em interrogatório prestado nesta quarta-feira (11), Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157, negou ter sido o chefe do tráfico de drogas na Rocinha, maior favela da zona sul do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada em nota pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

Segundo o texto, Rogério 157 foi interrogado por videoconferência na penitenciária federal em Porto Velho, em Rondônia, onde está desde 18 de janeiro deste ano.

157 foi preso em 6 de dezembro do ano passado após quase três meses sendo procurado pela polícia. Contra o traficante havia ao menos 13 mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça do Rio, por crimes como homicídio, assalto a mão armada e tráfico de drogas. Ele era um dos mais procurados pelas polícias do Rio.

De acordo com denúncia do MP (Ministério Público), quando o traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem, foi preso, Rogério ficou à frente do tráfico de drogas e da facção criminosa que atuava na Rocinha.

Rogério 157 e Nem estão no mesmo presídio federal

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De acordo com a Promotoria, Rogério 157 obedecia aos comandos de Nem, que enviava mensagens por meio de sua mulher, Danúbia Rangel. Esses crimes teriam acontecido entre 2013 e 2014, período em que Rogério 157 alega ter vivido em Minas Gerais.

No entanto, eles racharam e 157 teria se tornado o líder do tráfico na Rocinha, isolando Nem e a facção criminosa do antigo aliado.

Segundo as polícias do Rio, Rogério 157 foi um dos pivôs da crise de segurança na Rocinha, em setembro do ano passado, quando o bando de Nem, tentou invadir a comunidade para retomar o controle do tráfico local.

A favela da Rocinha é um local estratégico porque se localiza entre vias que ligam as zonas sul e oeste da capital. A comunidade fica próxima das praias mais badaladas da cidade, como Copacabana e Ipanema, com comércio de drogas, principalmente maconha e cocaína, sempre em alta.

Ao prender Rogério 157, o então secretário estadual de Segurança, Roberto Só, considerou a prisão como "emblemática". "[Ele é um] criminoso que há mais de dez anos vem causando problemas para o Rio de Janeiro", disse.

A prisão de 157 chegou a ser alvo de polêmica após os policiais civis que o detiveram terem tirado selfies com ele na delegacia. Isso seria apurado pela Corregedoria da Polícia Civil.