Escolta do deputado Marcelo Freixo será mantida durante reestruturação da PM no Rio

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

  • Taís Vilela/UOL

    O deputado Marcelo Freixo vive protegido por seguranças desde 2008, quando investigou milícias

    O deputado Marcelo Freixo vive protegido por seguranças desde 2008, quando investigou milícias

A Secretaria de Segurança do Rio decidiu manter a escolta do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) que presidiu a CPI das Milícias em 2008. A decisão ocorre em meio a uma queda de braço entre a pasta e a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) sobre o retorno de parte dos policiais militares que atuam no órgão para reforçar o policiamento de rua. 

A volta dos policiais para suas funções originais faz parte de um esforço da intervenção para reestruturar a área de pessoal da PM e aumentar o patrulhamento nas ruas. 

Os quatro PMs que fazem a segurança de Freixo e do delegado Vinícius George, que atuou como seu braço direito nas investigações da CPI, serão substituídos temporariamente por policiais civis. A decisão ocorreu após uma reunião entre Freixo e a Secretaria de Segurança.

Os quatro PMs que faziam a segurança do parlamentar e do delegado já se apresentaram à PM.

"Quando eles [interventores] requisitaram os 87 PMs, não sabiam que naquela lista do diário oficial tinha os meus PMs e os do delegado Vinícius. Para não precisar alterar, pediram que provisoriamente eu ficasse com dois policiais civis até os agentes retornarem", disse o deputado Marcelo Freixo que terá a possibilidade de escolher os dois policiais civis que passarão a acompanha-lo.

Marcelo Freixo convive com seguranças desde 2008 quando presidiu a CPI das Milícias da Assembleia Legislativa. O relatório final pediu o indiciamento de 225 políticos, policiais, agentes penitenciários, bombeiros e civis. A escolta do deputado era reforçada com os dois PMs cedidos à Alerj.

A devolução dos policiais à corporação foi uma determinação do secretário de Segurança, general Richard Nunes. Ao todo, 87 dos 146 policiais militares emprestados à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) terão que retornar aos seus postos.

A PM informou que todos os 87 agentes se apresentaram até o fim da tarde desta terça-feira (17). Na segunda-feira à noite, após um decreto no Diário Oficial que exigia a apresentação imediata dos policiais, a corporação endureceu o discurso e informou que quem desobedecesse poderia sofrer deserção - prisão de dois meses a dois anos.

A Secretaria de Segurança justificou a ordem para devolução de parte do efetivo cedido à Alerj alegando que precisa reforçar o policiamento nas ruas. A media faz parte de uma ação maior de reestruturação do efetivo da PM que também inclui fechamento de Unidades de Polícia Pacificadora, remuneração de policiais que aceitarem trabalhar no período de folga, revisão de licenças médicas, entre outras. 

A Secretaria de Segurança chegou a prorrogar por três vezes o prazo para a Assembleia Legislativa devolver os 87 PMs. O problema entre a Alerj e a Polícia Militar do Rio se estende desde o dia 4 de abril. 

Ao todo, 2.044 policiais foram cedidos à Alerj, ao Ministério Público, a prefeituras, à Justiça e aos tribunais de Contas do Estado e do Município. Com exceção do Legislativo, todos os órgãos concordaram em mandar de volta parte dos agentes ou negociam ainda a medida. Os interventores devem receber 700 PMs de volta ainda no mês de abril.

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