Violência no Rio

Rio tem tiroteios em favelas vizinhas a Copacabana e na Cidade de Deus

  • Polícia Militar / Divulgação

    4.mai.2018 - Policiais militares em operação em favelas do Leme, na zona sul do Rio

    4.mai.2018 - Policiais militares em operação em favelas do Leme, na zona sul do Rio

As favelas Chapéu Mangueira e Babilônia, ambas no Leme, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, foram palco de tiroteios na manhã desta sexta-feira (4) durante operação da Polícia Militar. Também foram registrados tiros no segundo dia de operação policial na Cidade de Deus, zona oeste carioca, onde agentes buscam suspeitos de terem matado um PM --ontem a ação deixou ao menos quatro mortos e fechou a linha Amarela.

A tensão nas comunidades do Leme vem crescendo desde o último dia 21, quando integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro que controlam o morro Chapéu Mangueira tentaram invadir a favela vizinha, a Babilônia, sob domínio do Comando Vermelho. As comunidades contam com UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

Os pontos de venda de drogas nas duas favelas são muito disputados pelos criminosos devido à proximidade com as ruas do Leme, onde o poder aquisitivo dos usuários de entorpecentes é maior que em regiões mais pobres.

PMs da UPP fizeram buscas nas ruas das favelas. Foram registradas trocas de tiros na região enquanto as operações ocorriam, segundo a organização OTT (Onde Tem Tiroteio), que monitora relatos de disparos de armas de fogo e divulga as informações nas redes sociais.

A Polícia Militar afirmou ter apreendido duas pistolas, cerca de 900 doses de cocaína e munições para fuzil Kalashnikov. Não foram divulgadas informações sobre prisões.

Cidade de Deus

Na zona oeste do Rio, a operação da PM na Cidade de Deus, que visa prender suspeitos do assassinato do capitão Estefan Contreras, entrou em seu segundo dia. A OTT registrou tiroteio na comunidade por volta das 6h desta sexta.

Na quinta-feira (3), ao menos quatro suspeitos foram mortos em confronto com a polícia, de acordo com a assessoria de imprensa da PM. A Secretaria Municipal de Saúde chegou a afirmar na ocasião que o total de mortos seria seis, mas hoje de manhã revisou o número para quatro vítimas.

Tiroteios entre unidades de elite da PM e criminosos na Cidade de Deus provocaram ontem de manhã o fechamento por cerca de três horas da linha Amarela, uma das principais vias expressas do Rio que liga Jacarepaguá à zona norte da cidade. Motoristas voltaram na contramão ou desceram de seus carros para buscar abrigo dos tiros na mureta de proteção da rodovia.

A operação de grandes proporções foi uma reação à morte do capitão Contreras, assassinado em uma tentativa de assalto quando ia trabalhar na região de Jacarepaguá na manhã de quinta.

Após o crime, PMs usaram o Whatsapp para convocar policiais e pedir empenho nas buscas dos assassinos do colega.

"Irmãos, quem fala aqui é o comandante. Eu perdi hoje um filho. Quero pedir a todos vocês que se empenhem ao máximo, buscando quem quer que seja, em qualquer buraco, viela, casa, seja lá onde for, os assassinos do Contreiras", escreveu um policial na rede social.

O capitão foi o 40º policial militar morto neste ano no Rio. Segundo analistas, os intensos tiroteios e mortes registradas na operação apontariam para uma tentativa de reação dos policiais para mostrar que não toleram mais crimes como esse.

A Polícia Militar não informou se algum suspeito do assassinato do capitão foi encontrado.

O Rio de Janeiro está sob intervenção federal --desde 16 de fevereiro, a segurança pública do Estado está sob a responsabilidade do general interventor Walter Braga Netto.

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