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Mulher é presa em flagrante acusada de espancar e torturar enteado no MT

Divulgação/Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso
Identificado como L.R.S., menino tinha sinais de maus tratos após fazer exames Imagem: Divulgação/Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso

Rafael Pezzo

Colaboração para o UOL

10/05/2018 14h01

Uma mulher de 35 anos foi presa, na última segunda-feira (7), acusada de espancar o enteado, de cinco anos. O caso aconteceu na cidade de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso, a 1.125 km ao nordeste de Cuiabá. A detenção aconteceu depois de o Conselho Tutelar local receber a denúncia da diretora da escola em que o garoto estudava. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil do estado ao UOL.

Segundo a diretora, o menino, identificado apenas como L.R.S., apresentava sinais de maus tratos. À docente, a criança relatou que sua madrasta, identificada pelas iniciais E.I.F., teria se irritado após ele se deitar na cama dela.

Chamado à escola, o Conselho Tutelar avaliou o caso e acionou a polícia, que efetuou a prisão em flagrante no mesmo dia. Após a detenção da suspeita, o menino foi encaminhado a uma perícia médica, que constatou diversas lesões com característica de espancamento. Segundo o laudo, as agressões ao garoto foram cruéis, desproporcionais pela força e quantidade das lesões aplicadas. Ainda conforme o documento, as contusões foram causadas pelas unhas e por um cinto da madrasta.

De acordo com o Marcello Maidame, delegado da Polícia Civil de Porto Alegre do Norte, e quem prendeu a mulher, no interrogatório, ela “confessou que bateu no enteado com um cinto e que não imaginava que as lesões tinham sido tão graves”.

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A Polícia Civil informou que esta foi a segunda vez que o garoto foi vítima de maus tratos. Anteriormente, ele também havia sofrido com violência da própria mãe, quem perdeu a guarda. Desde então, o menino morava com o pai, que alegou não saber das agressões da companheira.

A madrasta foi indiciada por tortura, crime com pena de dois a oito anos de prisão, e encaminhada a uma audiência de custódia em Porto Alegre do Norte. O garoto, por sua vez, foi encaminhado a um abrigo de menores na cidade.

A reportagem entrou em contato com o Conselho Tutelar da cidade, mas, por questão de segurança, mais informações sobre a situação atual do menino não foram repassadas.