Mulher é presa em flagrante acusada de espancar e torturar enteado no MT

Rafael Pezzo

Colaboração para o UOL

  • Divulgação/Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso

    Identificado como L.R.S., menino tinha sinais de maus tratos após fazer exames

    Identificado como L.R.S., menino tinha sinais de maus tratos após fazer exames

Uma mulher de 35 anos foi presa, na última segunda-feira (7), acusada de espancar o enteado, de cinco anos. O caso aconteceu na cidade de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso, a 1.125 km ao nordeste de Cuiabá. A detenção aconteceu depois de o Conselho Tutelar local receber a denúncia da diretora da escola em que o garoto estudava. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil do estado ao UOL.

Segundo a diretora, o menino, identificado apenas como L.R.S., apresentava sinais de maus tratos. À docente, a criança relatou que sua madrasta, identificada pelas iniciais E.I.F., teria se irritado após ele se deitar na cama dela.

Chamado à escola, o Conselho Tutelar avaliou o caso e acionou a polícia, que efetuou a prisão em flagrante no mesmo dia. Após a detenção da suspeita, o menino foi encaminhado a uma perícia médica, que constatou diversas lesões com característica de espancamento. Segundo o laudo, as agressões ao garoto foram cruéis, desproporcionais pela força e quantidade das lesões aplicadas. Ainda conforme o documento, as contusões foram causadas pelas unhas e por um cinto da madrasta.

De acordo com o Marcello Maidame, delegado da Polícia Civil de Porto Alegre do Norte, e quem prendeu a mulher, no interrogatório, ela "confessou que bateu no enteado com um cinto e que não imaginava que as lesões tinham sido tão graves".

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A Polícia Civil informou que esta foi a segunda vez que o garoto foi vítima de maus tratos. Anteriormente, ele também havia sofrido com violência da própria mãe, quem perdeu a guarda. Desde então, o menino morava com o pai, que alegou não saber das agressões da companheira.

A madrasta foi indiciada por tortura, crime com pena de dois a oito anos de prisão, e encaminhada a uma audiência de custódia em Porto Alegre do Norte. O garoto, por sua vez, foi encaminhado a um abrigo de menores na cidade.

A reportagem entrou em contato com o Conselho Tutelar da cidade, mas, por questão de segurança, mais informações sobre a situação atual do menino não foram repassadas.

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