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Linha Vermelha e av. Brasil são liberadas após protesto e troca de tiros na madrugada

Incêndio atinge veículo na pista central da avenida Brasil, na altura de Bonsucesso - Centro de Operações do Rio/Divulgação
Incêndio atinge veículo na pista central da avenida Brasil, na altura de Bonsucesso Imagem: Centro de Operações do Rio/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

21/06/2018 01h34Atualizada em 21/06/2018 04h04

A Linha Vermelha e a avenida Brasil ficaram bloqueadas na altura do Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, nas primeiras horas da madrugada desta quinta-feira (21) em razão de um protesto e troca de tiros entre traficantes e policiais. O acesso e a saída da Linha Vermelha para a Linha Amarela também chegaram a ser fechados.

A liberação da avenida Brasil ocorreu por volta das 3h, depois que o Corpo de Bombeiros conteve incêndio a um ônibus na pista central, sentido centro, em Bonsucesso. Por volta das 3h30, ambos os sentidos da Linha Vermelha também já haviam sido desbloqueados.

Vídeos postados na internet no começo da madrugada mostram motoristas retornando na contramão das vias bloqueadas, enquanto manifestantes ateavam fogo em lixo para impedir o tráfego. 

A manifestação ocorreu horas após operação da Polícia Civil, com apoio do Exército e da Força Nacional, que terminou com a morte de um adolescente de 14 anos, vítima de bala perdida, e outras seis pessoas, supostamente envolvidas com o tráfico.

O adolescente vitimado nesta quarta foi atingido a caminho da escola, durante operação iniciada às 9h. Devido aos ferimentos, ele foi internado em estado grave e precisou ter o baço retirado. Segundo a família, o garoto passaria por uma nova cirurgia nesta sexta, mas acabou não resistindo e morreu no começo da noite. 

Os seis homens baleados, de acordo com a Polícia Civil, eram suspeitos e teriam reagido ao avanço dos policiais pelas comunidades da Vila do Pinheiro e da Vila do João, ambas na Maré.

A instituição informou ainda que foi encontrado "farto material bélico" em posse dos supostos criminosos, sendo quatro fuzis calibre 5.56 mm, duas pistolas, uma granada, entre outros materiais.

O objetivo da ação foi cumprir 23 mandados de prisão e "checar informações de inteligência na região". 

A organização Maré Vive, formada por ativistas e moradores da favela, afirmou em seu perfil no Facebook que um helicóptero da polícia sobrevoou a região em baixa altitude. Um vídeo publicado pela entidade mostra a aeronave na região.

O jornal "O Dia" afirmou que a operação estaria relacionada ao assassinato do policial Ellery Ramos de Lemos, chefe dos investigadores da Dcid (Delegacia de Combate às Drogas). Ele foi morto a tiros em Acari, outra favela da zona norte do Rio, na última terça-feira (12). Os policiais estariam procurando criminosos envolvidos no assassinato que teriam buscado refúgio na Maré.

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