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Após ação da GCM, usuários fazem barricadas e atacam motoristas na Cracolândia

Reprodução/TV Record
Usuários de drogas roubam motoristas na avenida Rio Branco, após ação da GCM Imagem: Reprodução/TV Record

Luis Adorno e Mirthyani Bezerra

Do UOL, em São Paulo

2018-07-19T14:14:20

19/07/2018 14h14

Dependentes químicos iniciaram um tumulto no começo na tarde desta quinta-feira (19) na região da Cracolândia, no centro de São Paulo. Em imagens aéreas feitas no local era possível ver barricadas, objetos em chamas no meio das vias, pessoas correndo e motoristas sendo atacados na avenida Rio Branco.

A confusão, segundo a Polícia Militar, teve início durante uma operação de limpeza realizada pela Prefeitura de São Paulo, com o apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana) iniciada pela manhã. Revoltados, os dependentes passaram a atacar motoristas que passavam pela região.

Segundo a prefeitura, o tumulto teve início porque na ação de limpeza a GCM (Guarda Civil Metropolitana) flagrou uma pessoa com drogas próximo ao fluxo de dependentes químicos. "Os dependentes que estavam no local iniciaram um tumulto para tentar impedir a prisão, atirando pedras sobre as equipes da GCM, danificando uma viatura e ferindo dois agentes", explicou em nota.

A gestão municipal informou às 16h20 que a situação estava controlada e que o suspeito foi encaminhado à Polícia Civil, que registra a ocorrência.

A ação de limpeza é feita periodicamente na região para retirada de entulho e lixo nas ruas. Preliminarmente, a PM havia informado que, durante a limpeza, dependentes químicos que estavam na área atacaram os guardas em retaliação à retirada de seus pertences. 

Não há informações de pessoas feridas, nem de detidos.

Reprodução/TV Globo
Usuários atearam fogo em objetos na região da Cracolândia Imagem: Reprodução/TV Globo

Integrante da  Craco Resiste, Raphael Escobar conta que geralmente as pessoas que vivem na Cracolândia são deslocadas da chamada “praça do cachimbo”, perímetro que fica entre as ruas Helvetia e Cleveland, para outro quarteirão entre as alamedas Dino Bueno e Barão de Piracicaba.

“A prefeitura limpa a praça. Quando eles [os usuários] voltam, tem um cordão na polícia revistando o pessoal. É nessa hora que colchão, lona, barraca, caixa de frutas, isopor são retirados. Muitas vezes começa o conflito daí”, diz. “A violência tem aumentado muito nas últimas três semanas, teve até a morte uma pessoa no sábado passado. O fluxo fica revoltado”, acrescenta Escobar.

A reportagem também entrou em contato com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) e aguarda posicionamento.