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Defesa justifica fuga de suspeito de jogar mulher de prédio no Paraná

Felipe Manvailer é suspeito de matar a mulher, Tatiane Spitzner, no PR - Reprodução/Facebook
Felipe Manvailer é suspeito de matar a mulher, Tatiane Spitzner, no PR Imagem: Reprodução/Facebook

Rafael Pezzo

Colaboração para o UOL

24/07/2018 19h09Atualizada em 25/07/2018 10h59

Ele estava "em estado emocional bastante traumático", diz Claudio Dalledone Junior, advogado do professor Luis Felipe Manvailer, de 32 anos, ao UOL sobre as atitudes tomadas por seu cliente após a morte da mulher. Manvailer se tornou suspeito após levar o corpo da advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, para dentro do apartamento onde o casal morava e fugir após ela cair da sacada do quarto andar prédio onde moravam em Guarapuava, no Paraná, na madrugada deste domingo (22).

Em depoimento à Polícia Civil, o homem relatou que a mulher pulou após uma discussão que começou na festa de aniversário dele. Após a queda, o professor levou o corpo para dentro do apartamento e fugiu de carro. Manvailer foi preso em São Miguel do Iguaçu, a cerca de 320 km da sua residência, após capotar o carro na BR-277. O advogado confirma o desentendimento, mas acredita ser precoce afirmar que o casal chegou alterado da festa e que os dois não tinham histórico de brigas.

Dalledone Junior atribui a atitude do cliente de recolher o corpo e fugir a um estado de trauma e usou a justificativa para pedir ele fosse transferido para outra cadeia, a fim de "que restabeleça a sanidade mental". O suspeito foi transferido para o Complexo Médico-Penal (CMP), na região metropolitana, na tarde desta terça-feira (24).

A suspeita da polícia de que o marido tenha cometido o crime se baseia na briga antes da morte da mulher. "Diversas testemunhas relataram uma grave briga entre eles, com gritos e pedidos de socorro da Tatiane", relatou ao UOL o delegado responsável pela investigação, Bruno Miranda Maciozek, da Delegacia da Mulher de Guarapuava.

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"Além disso, as imagens da câmera de segurança do elevador o filmaram agredindo a mulher antes mesmo de chegarem ao apartamento", completou o delegado, que confirmou que não havia qualquer registro policial de violência doméstica entre o casal.

No entanto, Dalledone Junior afirma que acredita ser muito cedo para chegar a alguma conclusão sobre a morte de Tatiana. "Estamos em um processo de apuração junto com as autoridades. Ainda é prematuro cravar uma versão. Queremos chegar à verdade, ou ao mais próximo dela, junto com a investigação", explicou.

O delegado responsável pela investigação deverá entregar o primeiro parecer do inquérito até o dia 31 de julho. Até o momento, não foram concluídos os laudos periciais do local do crime e a necropsia de Tatiane.

Em contato com a reportagem, a família de Tatiane Spitzner declarou que não se manifestará sobre o caso.

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