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Piloto que morreu em acidente foi instrutor em aeroclube de SC e tinha mais de 5.000 horas de voo

Antonio Traversi, piloto do avião que explodiu em pouso no Campo de Marte - Reprodução/Facebook
Antonio Traversi, piloto do avião que explodiu em pouso no Campo de Marte Imagem: Reprodução/Facebook

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

30/07/2018 11h42Atualizada em 30/07/2018 12h15

Antonio Traversi tinha mais de 5.000 horas de voo e trabalhava havia 18 anos na empresa Videplast, de Santa Catarina. Era ele quem pilotava o avião de pequeno porte que explodiu na noite deste domingo (29) no aeroporto Campo de Marte, zona norte de São Paulo.

A operação para tentar salvar o piloto, que ficou preso às ferragens da aeronave, levou cerca de uma hora, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Traversi não resistiu aos ferimentos e morreu no local. As outras seis pessoas que estavam no bimotor sobreviveram e estão internadas em hospitais da capital paulista.

Traversi tentou arremeter (um procedimento em que o piloto de uma aeronave, durante o pouso, retoma o processo de subida) duas vezes antes de aterrissar, segundo testemunhas do acidente. Ao tocar a pista, o avião caiu para o lado esquerdo, colidiu com o solo e se arrastou com as rodas para cima, explodindo em seguida.

O piloto foi instrutor do Aeroclube de Videira (SC). A instituição lamentou sua morte. "Todos nós do Aeroclube de Videira estamos em luto. Fomos pegos de surpresa com a notícia do acidente ocorrido no aeroporto Campo de Marte em São Paulo", diz o aeroclube em nota.

Avião King Air C90GTI, fabricado pela Hawker Beechcrat, que caiu no Campo de Marte neste domingo (29) - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
King Air C90GTI, da Hawker Beechcraft, que caiu no Campo de Marte neste domingo (29)
Imagem: Reprodução/Facebook

Ainda de acordo com a nota, Traversi ajudou a formar muitos profissionais no estado. "Ele também foi examinador dos novos alunos que estavam concluindo a carteira de piloto privado. Fica aqui o agradecimento e reconhecimento ao comandante Antônio Traversi por tudo que fez durante o período que atuou no Aeroclube de Videira."

O corpo do piloto foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) central de São Paulo para exames necroscópicos. A família é aguardada para o reconhecimento e retirada do corpo. Até a manhã desta segunda-feira (30), não havia informações sobre velório e enterro do piloto.

Em nota, a Infraero afirmou lamentar profundamente o acidente e manifestou solidariedade aos familiares e vítimas, "colocando-se à disposição para o apoio que o momento requer, além de colaborar com as investigações junto aos órgãos competentes".

Veja o estado de saúde dos sobreviventes:

  • Nereu  Denardi, dono da Videplast, está internado no hospital do Mandaqui em condições estáveis de saúde;
  • Geraldo Denardi, dono da Videplast, está internado no Hospital Santa Isabel, aos cuidados do grupo de trauma;
  • Enzo Denardi, filho de Nereu, também está internado no Hospital Santa Isabel sob cuidados do grupo de trauma;
  • Aguinaldo Nunes, funcionário da Videplast, está internado no hospital São Camilo, em estado estável;
  • Agnaldo Crippa, funcionário da Videplast, está internado no HSANP em estado estável;
  • Benê Souza foi levado para o Hospital das Clínicas de helicóptero e está internado com estado de saúde estável.

Veja o momento da queda do avião

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