Mensagens atribuídas a alunos de federal incitam estupro: "Sexo surpresa"

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL

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Alunos da UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia) estão sendo acusados nas redes sociais de racismo e incitação ao estupro após imagens de grupo de WhatsApp viralizarem. Participantes teriam dito frases como "não é estupro, é sexo surpresa".

Os prints do grupo, que circulam na internet desde a madrugada da última segunda-feira (6), mostram uma conversa com conteúdo machista e racista. "Aí depois perguntam por que eu não gosto de preto", teria dito um participante.

"Bora meter o estupro", teria sugerido um deles depois de supostamente compartilharem a foto de uma colega da UFRA. "Estupro, não. Sexo surpresa", teria respondido outro participante.

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No grupo virtual, haveria alunos de diferentes cursos, como Informática e Engenharia Cartográfica e de Agrimensura, do campus da UFRA em Belém, no Pará.

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Durante protesto, alunos espalharam pela universidade frases que teriam sido escritas no grupo

Procurada pelo UOL, a UFRA confirmou que os supostos envolvidos fazem parte da instituição e que a reitoria realizou uma reunião na tarde desta terça-feira (7) para debater o ocorrido. O resultado não foi divulgado à reportagem.

Um grupo de alunos realizou um protesto na tarde da última segunda (6) com cartazes com frases de ordem e reproduções da conversa. Na mesma noite, diferentes centros acadêmicos da universidade se reuniram em um auditório da instituição para debater o assunto. Foi combinado um ato de conscientização contra o machismo marcado para a próxima terça-feira (14).

Nas redes sociais, estudantes de diferentes instituições criticavam o ocorrido e cobravam uma resposta da instituição. "E quanto ao caso dos alunos da Universidade que estavam marcando de estuprar uma outra aluna? Qual a posição da universidade?", postou uma aluna na página da universidade no Facebook.

"Até quando seremos obrigados a conviver com criminosos dentro das instituições? Até quando a universidade vai ser conivente com esses crimes?", questionou uma usuária do Twitter. "Apoio aos estudantes que lutam contra esses atos de violência e opressão. Que as medidas sejam tomadas para esses criminosos pagarem pelo ódio que propagam", comentou outra usuária no Facebook.

A Executiva Nacional dos Estudantes de Engenharia Ambiental, área que cursaria um dos estudantes acusados, afirmou que "repudia qualquer ato criminoso dentro das universidades brasileiras e cobra celeridade no processo e punição aos responsáveis".

O UOL tentou entrar em contato com alguns dos acusados de participarem do grupo, mas não teve sucesso até o fechamento da matéria.

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