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Pescador é resgatado após dez dias perdido em mata amazônica em Rondônia

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

01/12/2018 11h59

Um pescador passou dez dias perdido na mata fechada na região amazônica, próximo ao rio Ouro Negro, município de Guarajá-Mirim (RO), depois que resolveu entrar na área em busca de castanha. Francisco Pereira da Silva, 51, foi resgatado por uma equipe de busca e salvamento do Corpo de Bombeiros, na última quarta-feira (28). 

Silva estava com um grupo de amigos quando resolveu adentrar na mata amazônica, no dia 18, e não voltou. A família dele registrou Boletim de Ocorrência na polícia sobre o desaparecimento na tarde do último sábado (24), depois que amigos e parentes tentaram localizá-lo por conta própria e não o encontraram.

Logo que recebeu o pedido de ajuda, o Corpo de Bombeiros saiu em busca de Silva e quatro dias depois o encontrou. Ele estava numa área de difícil acesso, que não tem sinal de telefone ou internet, e a uma distância de dois dias de barco. Segundo o Corpo de Bombeiros, quando o pescador foi localizado, a equipe demorou quase dois dias para avisar que o encontrou.

Silva estava debilitado, mas não precisou de atendimento médico e foi levado para casa. Ele se alimentou de peixes que pescou no rio Ouro Negro e frutas que encontrou na mata durante o período que esteve perdido.

“Fui andando pela mata e quando me vi estava perdido. Eu já tinha ido ao local outras vezes porque pesco no rio, mas desta vez me atrapalhei e me perdi. Fiquei preocupado tentando sair do mato, andei três dias e encontrei uma casinha abandonada, onde me protegi da chuva", relatou Silva, emocionado. O pescador afirmou que, apesar do desespero, não perdeu a esperança de ser resgatado.

“Dormi no meio do mato e aquelas noites foram longas, mas depois que achei a casinha para me abrigar fiquei mais tranquilo porque imaginei que se alguém construiu aquele abrigo alguma pessoa chegaria até mim", contou.

O pescador disse que logo votará a pescar, mas agora vai ter cuidado de não entrar na mata sozinho para não se perder novamente. “Tiro o sustento da minha família daqui e não posso deixar de pescar e colher frutas da mata. Agora vou em grupo porque um ajuda o outro e fica mais difícil se perder.”