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Médico é preso acusado de socar e ameaçar matar mulher grávida de 7 meses

17.jan.2019 - Luís Cláudio Pitanca Alcântara, acusado de agredir a mulher em Sorocaba - Reprodução/Facebook
17.jan.2019 - Luís Cláudio Pitanca Alcântara, acusado de agredir a mulher em Sorocaba Imagem: Reprodução/Facebook

Rafael Pezzo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/01/2019 15h50

O médico Luís Cláudio Pitanca Alcântara, de 38 anos, foi preso em flagrante acusado de tentar assassinar sua companheira, também médica e que está grávida de sete meses, na madrugada desta quinta-feira (17). O crime ocorreu na residência do casal, que tem uma relação de união estável, em Sorocaba, cidade a cerca de 100 km de São Paulo.

Segundo a polícia, o médico Luís Cláudio Pitanca Alcântara deu socos na cabeça da mulher, pressionou a barriga dela contra o chão e ameaçou matá-la com uma faca para que perdesse o bebê. Na delegacia, ele ainda disse que, caso permanecesse preso, "buscaria ela e a criança até no inferno". 

A vítima, que preferiu não se identificar, disse ao UOL que está bem e que fará exames ainda nesta quinta (17) para saber como está o bebê. Por ser médica, ela acredita que o bebê está vivo, pois está se mexendo e não houve perda de líquido ou sangue. De qualquer maneira, ela fará exames mais detalhados para ter certeza do diagnóstico. 

(Ele dizia que iria me bater) até que perdesse o bebê, pois assim ela sairia da vida dele 

Disse a médica que foi agredida pelo companheiro

Já o acusado teve o pedido de prisão preventiva solicitado, segundo informações do delegado assistente da delegacia seccional de Sorocaba, Alexandre Cassola, após realização de uma audiência de custódia nesta manhã. Encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Sorocaba, Luís Cláudio deve responder por tentativa de feminicídio, lesão corporal e ameaça. O advogado do médico, Mário del Cistia Filho, disse à reportagem que entrará com um pedido de revogação da prisão preventiva.

Histórico de agressão

Segundo a vítima, não é a primeira vez que Luís Cláudio a agrediu, mas ela não havia registrado queixa contra o acusado anteriormente. No entanto, ela resolveu denunciar o crime desta madrugada por ter sido ameaçada com uma faca. A médica ainda será submetida a exames periciais para saber a gravidade das lesões causadas por Luís Cláudio nela e também na criança. A faca usada para ameaçá-la também foi apreendida e será analisada pela polícia. 

De acordo com Cassola, a Polícia Militar chegou ao local depois de uma denúncia anônima relatar que uma mulher estava sendo espancada em casa. Luís Cláudio atendeu ao portão, mas disse que não estava acontecendo nada. No entanto, os gritos por socorro da vítima podiam ser ouvidos da rua. Após o acusado impedir a entrada da polícia na casa, os oficiais chamaram reforço e negociaram a saída da vítima. 

Aos oficiais, a médica afirmou que estava sendo agredida e ameaçada de morte há pelo menos uma hora. Segundo a vítima, o companheiro teve um acesso de fúria enquanto os dois estavam no quarto. À polícia, a vítima não disse o que teria causado a briga. Ele, então, partiu para cima dela, desferindo socos na cabeça dela, que deixaram hematomas que foram registrados no boletim de ocorrência. Em seguida, o acusado tentou asfixiar a companheira, apertando o pescoço dela com as duas mãos. Ela conseguiu se desvencilhar com as unhas. 

Ainda conforme o BO, Luís Cláudio jogou a companheira grávida no chão com a barriga virada para baixo, subiu nas costas dela e aplicou uma chave de braço, enquanto gritava que iria fazê-la perder o bebê. A vítima conseguiu se soltar novamente, dessa vez mordendo o companheiro. A mulher também disse que, no momento em que a polícia chegou, Luís Cláudio tinha ido até a cozinha, pego uma faca e dito que iria matá-la.

Enquanto o caso era registrado na delegacia, Luís Cláudio ainda ameaçou a vítima dizendo que, caso ele permanecesse preso, "buscaria ela e o filho dela até no inferno".

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