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Assim que sair do hospital, atirador de Paracatu será preso, diz polícia

Marcela Leite

Do UOL, em São Paulo*

2019-05-23T00:07:16

2019-05-23T03:32:47

23/05/2019 00h07Atualizada em 23/05/2019 03h32

Assim que receber alta do Hospital Municipal de Paracatu (MG), Rudson Aragão Guimarães, 39, que matou quatro pessoas na cidade - incluindo três em uma igreja evangélica -- será preso, disse hoje a delegada Thays Regina Silva.

Ele foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil e impossibilidade de resistência das vítimas.

A delegada disse hoje que foi ao hospital onde ele está internado, mas não pôde interrogá-lo, pois ele falava "de forma incoerente".

Rudson passou por cirurgia, já havia acordado quando recebeu visita da delegada, mas a sedação, ela acredita, ainda não havia cessado. A Polícia Militar de Minas Gerais afirma que atirou contra ele para evitar que ele continuasse atingindo fiéis em uma igreja evangélica.

Ele teve um ferimento na mão esquerda e na clavícula.

Fiéis como alvo

Na última terça-feira (21), Rudson matou a ex-namorada e, em seguida, foi para a igreja batista Shalom, onde matou mais três pessoas e deixou um ferido.

Ainda segundo a delegada, Rudson estava insatisfeito por ter sido retirado da posição de liderança que ocupava na igreja -- e isso pode ser uma motivação para o ataque. Tudo isso teria acontecido por ele apresentar um comportamento agressivo, o que não servia como bom exemplo para os demais fiéis.

Imagens das câmeras de segurança da igreja mostram quando o pastor consegue fugir, mas outras três pessoas que estavam no local são mortas. São elas: Antonio Rama, pai do pastor, Marilene Martins Melo Neves e Rosangela Albernaz.

Segundo a polícia, matar o pai do religioso foi algo que o atirador premeditou -- ele foi o primeiro a ser atingido. As outras vítimas foram escolhidas aleatoriamente.

A delegada afirmou ainda que homem já tinha uma passagem pela polícia, por infringir Artigo 34 da Lei de combate ao tráfico de drogas.

O UOL não conseguiu contato com a defesa de Rudson.

*Colaborou Marcellus Madureira, em Belo Horizonte

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