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Família identifica menor morta e concretada após ver tatuagem em reportagem

Lorena da Silva Pereira Martins foi morta e concretada em uma obra de Vila Velha (ES) em abril - Arquivo pessoal
Lorena da Silva Pereira Martins foi morta e concretada em uma obra de Vila Velha (ES) em abril Imagem: Arquivo pessoal

Daniel Leite

Colaboração para o UOL, em Juiz de Fora (MG)

18/07/2019 17h59Atualizada em 18/07/2019 22h15

A família da adolescente que foi morta e teve o corpo concretado em uma obra em Vila Velha (ES) em abril só conseguiu saber do paradeiro da menor nesta semana, após a prisão do suspeito pelos crimes em Belo Horizonte.

Os parentes associaram a adolescente desaparecida Lorena da Silva Pereira Martins, 17, ao caso brutal ocorrido há três meses após saberem por meio de reportagens que a pessoa concretada tinha duas tatuagens semelhantes às da garota.

Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, Lucas Raphael dos Santos Silva assumiu a autoria dos crimes contra Lorena. O soldador teria matado e concretado a adolescente na obra onde ele trabalhava e dormia, em uma região de alto poder aquisitivo em Vila Velha.

Ele disse, de acordo com a polícia, que conheceu a garota na casa de um amigo e a levou para a obra. Lá, esganou Lorena e concretou seu corpo após uma discussão, porque ela lhe teria roubado R$ 50. Depois, fugiu para Belo Horizonte. Quatro dias depois, o concreto cedeu. Operários viram o corpo e chamaram a polícia.

O soldador pode pegar até 33 anos de cadeia por homicídio e ocultação de cadáver.

Menor foi enterrada sem identificação

Quando o corpo de Lorena foi encontrado, não portava documentos e estava em estado de decomposição. Trinta dias depois, como ninguém procurou por ela no Departamento Médico Legal, a garota foi enterrada sem identificação.

No dia em que a prisão do suspeito foi noticiada, na última segunda-feira (15), a polícia detalhou as características de duas tatuagens do corpo. Os parentes viram e procuraram os investigadores. Analisando a impressão digital colhida quando o corpo foi encontrado, concluíram que se tratava da adolescente. Agora, os parentes querem colocar uma identificação na lápide onde o corpo foi sepultado.

Lorena tinha um filho pequeno. Pessoas próximas à vítima dizem que ela começou a usar drogas há cerca de dois anos, ao entrar em depressão depois de o primeiro filho nascer sem vida. Meses depois, engravidou novamente. A menor morava com o filho e a mãe, em Vila Velha, e tinha seis irmãos. Mas passou a ficar mais tempo nas ruas, às vezes durante dias.

Segundo uma tia de Lorena, os familiares pensavam em interná-la. Ela, porém, sumiu. A família pensou que a garota tivesse se escondido para não ser levada a uma clínica e acionou a polícia para procurá-la. "Quando a gente falava da internação, ela dizia que não era viciada e que estava bem", afirma Elisângela Pereira.

Após a morte de Lorena, o seu filho continua morando com a avó.

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