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Bombeiro revela momento de maior tensão do resgate em desabamento no RJ

O Tenente Coronal Rodrigo Bastos, no Encontro com Fátima Bernardes - Reprodução/Globoplay
O Tenente Coronal Rodrigo Bastos, no Encontro com Fátima Bernardes Imagem: Reprodução/Globoplay

Caio Coletti

Do UOL, em São Paulo

13/08/2019 11h19

O Tenente Coronal Rodrigo Bastos, Comandande do Departamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, que comandou o resgate de mãe e filho que ficaram presos em desabamento ontem, compareceu ao Encontro com Fátima Bernardes para falar do caso.

Bastos revelou o momento de maior tensão da operação, quando os bombeiros não conseguiam mais ouvir o choro de Nicolas, filho de três anos de idade de Raiane, que ficou preso na casa desabada junto com a mãe.

"Nossa preocupação maior era o Nicolas, porque não estávamos conseguindo enxergá-lo. Aquele local estava com muito vazamento de gás, e chegou um momento em que não conseguíamos ouvir o choro dele. Isso deixou a gente um pouco apreensivo", comentou.

Durante todo o resgate, Raiane se comunicou com os bombeiros por áudios no Whatsapp. O Encontro reproduziu um desses áudios, em que a jovem percebe que o filho parou de chorar. "Meu filho não responde mais", diz ela, chorando.

Diante desta situação, os bombeiros tiveram que manter a calma. "Eu, no comando da operação, tive que manter a equipe tranquila", comentou Bastos. Três a quatro minutos depois, segundo o comandante, Nicolas voltou a chorar.

"É complicado uma pessoa naquela situação [de Raiane] ainda ter calma para mandar um áudio. Isso ajudou muito no nosso trabalho de salvamento, do tempo que a gente ficou conversando com ela, a acalmando. Foi muito boa essa atitude dela de sempre manter a calma, nos ouvindo, nos assessorando, nos informando do que estava acontecendo", disse ainda Bastos.

O bombeiro ainda relatou as complicações do resgate, especialmente pela instabilidade do terreno. "Chegamos até ela, fizemos acesso pela laje superior do segundo andar. Começamos a fazer um trabalho de formiguinha, fomos trabalhando com calma", disse, acrescentando que a retirada de escombros foi feita com ferramentas leves, como baldes e martelos comuns.

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