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Transferência de Marcola fez PCC pensar em ataques de "parar o Brasil"

21.ago.2001 - Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC - Sergio Lima/Folhapress
21.ago.2001 - Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC Imagem: Sergio Lima/Folhapress

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

09/09/2019 14h37

Integrantes do PCC pensaram em realizar um série de atos criminosos pelo país em protesto contra a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital), em fevereiro. A informação foi divulgada pelo G1 e confirmada pelo UOL. O processo corre em segredo de Justiça.

A ideia era dar um "salve" (que é uma ordem para uma série de ataques) com ataques que iriam "parar o Brasil".

Áudios citados pelo site, e que tiveram autenticidade confirmada pela reportagem, mostram um suspeito afirmando que a facção pediu à "sintonia" (como é chamado lideranças no PCC) um plano criminoso. Segundo a reportagem, os ataques ocorreriam não só no Ceará, mas em vários estados.

A reportagem, entretanto, não cita o motivo que teria feito a facção desistir dos ataques.

Marcola foi transferido em fevereiro para o presídio federal de Porto Velho, em uma operação que levou outros 21 membros da facção para presídios federais. Um mês e meio depois, Marcola foi levado para Brasília.

A investigação do MP-CE (Ministério Público do Ceará) que chegou a essa informação foi conseguida durante a Operação Jericó, deflagrada no dia 15 de agosto.

A ação investigou a atuação de quatro organizações criminosas no estado do Ceará, entre elas o PCC. A investigação apontou que "o crime organizado no estado estaria sendo controlado de dentro das unidades penitenciárias".

"Apurou-se que, entre os meses de novembro de 2018 e fevereiro de 2019, os investigados praticaram uma série de crimes, principalmente tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio irregular de arma de fogo e o planejamento de homicídios e ataques a agentes e a equipamentos públicos, tanto na capital quanto no interior do estado. Foram identificados 18 suspeitos de participam nesse esquema criminoso", informou o MP-CE à época.

Procurado, o coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do MP-CE, promotor Rinaldo Janja, informou que não poderia falar sobre o processo nem sobre as investigações da facção porque o processo corre em segredo de Justiça.

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