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Bombeiros confirmam 10 mortos em hospital no Rio; polícia inicia perícia

Lola Ferreira e Igor Mello

Colaboração para o UOL e do UOL, no Rio

13/09/2019 08h56Atualizada em 13/09/2019 14h25

Resumo da notícia

  • Bombeiros confirmam a morte de 10 pessoas em hospital
  • IML identifica 5 das 10 vítimas
  • Segundo o hospital, a causa mais provável do incêndio seria um curto-circuito

O Corpo de Bombeiros confirmou hoje a morte de ao menos dez pessoas após o incêndio de grandes proporções que atingiu o Hospital Badim, no Maracanã, zona norte do Rio, no dia anterior.

O Instituto Médico Legal, no centro da cidade, confirmou que identificou as dez vítimas que foram encaminhados ao local, mas divulgou o nome de cinco delas: Luzia dos Santos Melo, Irene Freitas, Maria Alice Teixeira da Costa, Virgílio Claudino da Silva e Ana Almeida do Nascimento. As idades não foram divulgadas.

A assessoria de imprensa do hospital informou apenas que não há relato de funcionários entre as pessoas mortas, mas oficialmente não há a confirmação de que eram todos pacientes ou familiares.

Na madrugada de hoje a Defesa Civil chegou a falar em 11 mortos, segundo o canal GloboNews, mas a informação não foi confirmada pelos Bombeiros. O hospital disse que espera o fim da perícia para se pronunciar. A Polícia Civil afirmou que, até o momento, houve o registro de dez mortos na delegacia que cuida do caso.

Ao todo, 103 pessoas estavam internadas na unidade no momento do incêndio. Cerca de 90 pacientes foram transferidos para hospitais da região. Para o Hospital Quinta D'Or, unidade de saúde a dois quilômetros de distância do Badim, foram transferidos ao menos 30 pacientes. Não há um balanço do estado de saúde dos transferidos.

Em nota, o Hospital Badim informou que familiares de pacientes e funcionários envolvidos no episódio foram atendidos por uma equipe de apoio, que inclui assistente social. Ainda segundo o texto, a causa mais provável do incêndio teria sido um curto-circuito no prédio antigo do hospital.

A Rede D´Or São Luiz informou também que colocou à disposição de sua administração todos os hospitais da rede para receber pacientes, funcionários e familiares. Segundo a nota, as unidades da rede atenderam 79 pessoas.

O hospital também disponibilizou um número de WhatsApp (21) 97101-3961 e um e-mail (suportefamiliares@badim.com.br) para quem busca informações sobre parentes.

Perícia

A Polícia Civil chegou por volta das 8h de hoje ao Hospital Badim para realizar a perícia. Duas viaturas, da 18ª DP (Praça da Bandeira) e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, chegaram com peritos. Ao menos um deles estava com máquina fotográfica para auxiliar no trabalho. O cheiro de queimado ainda é forte na região.

O delegado Roberto Ramos, titular da 18ª DP, informou que o interior do prédio ainda estava quente e com fumaça, o que dificulta o trabalho da perícia.

Enquanto aguarda melhores condições, a Polícia Civil colhe depoimentos de técnicos e aguarda a planta do edifício para conhecer todos os focos de incêndio.

"A maior dificuldade é o acesso ao local. Não tem luminosidade, o local está muito quente e ainda tem muita fumaça. Nós temos informações preliminares, temos ideia de como se procedeu", afirmou o delegado.

Ramos afirmou que é "completamente prematuro" afirmar que o incêndio é criminoso. Na manhã de hoje, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), abriu a possibilidade ao afirmar que "o laudo vai dizer se houve, inclusive, alguma ação criminosa".

Ramos explicou que é preciso uma avaliação técnica: "Nós somos técnicos, fazemos avaliação técnica e por isso a perícia da Polícia Civil está aqui".

Luz foi restabelecida

Por volta das 9h, dois carros e uma ambulância do Corpo de Bombeiros ainda estavam em frente ao Badim. A Guarda Municipal e a CET-Rio auxiliavam a escoar o trânsito no local. Apesar de não haver retenção, a presença de curiosos deixa o fluxo mais lento.

Duas viaturas da Polícia Militar também estavam no local. A energia elétrica da rua São Francisco Xavier, onde fica o hospital, já estava restabelecida no horário e não havia familiares de parentes aguardando informações.

Errata: o texto foi atualizado
O nome de uma das vítimas é Luzia dos Santos Melo, e não Luzia dos Santos Nascimento. A informação foi corrigida.

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