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RJ: Liderança do PSL na Baixada sobrevive a tentativa de assassinato

Carro de Júnior Cruz tem dezenas de marcas de tiro - Arquivo Pessoal
Carro de Júnior Cruz tem dezenas de marcas de tiro Imagem: Arquivo Pessoal

Igor Mello

Do UOL, no Rio

02/12/2019 15h46

O policial militar licenciado Júnior Cruz —presidente do PSL em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e pré-candidato à prefeitura da cidade— sobreviveu a um atentado na noite de ontem na Avenida Brasil, principal via expressa do Rio. O carro onde o político estava foi fechado outro veículo, de ontem criminosos desceram atirando.

Ligado à ala bolsonarista do partido, Júnior Cruz atualmente trabalha como assessor parlamentar do deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ). Ele estava acompanhado da mulher e de um amigo, ambos policiais militares, no momento do ataque. Eles tinham estado em uma reunião política em Belford Roxo e seguiam para Muriqui, em Mangaratiba (RJ), quando foram atacados na altura de Coelho Neto, na zona norte. Júnior conta que a mulher, que estava armada, reagiu ao ataque. Os bandidos fugiram.

"Quando perceberam que teve resistência eles se adiantaram, meteram o pé. Nós não fomos feridos". relata.

Segundo ele, o carro ficou com mais de 20 marcas de tiro, contando os disparados pelos criminosos e os disparos feitos de dentro do veículo em reação.

Atentado foi político, diz pré-candidato

Apesar de não apontar nenhum suspeito de orquestrar o ataque, Cruz acredita que o caso tenha relação com sua atuação política na cidade —onde se posiciona como oposição ao prefeito de Belford Roxo, Waguinho (MDB). Ele conta que já sofreu outra tentativa de assassinato, além de ameaças.

"Sofri um atentado no ano passado na porta da minha casa. Dois meses atrás mataram meus câes envenenados dentro do meu canil", conta, "No nosso município não existe oposição. A única sou eu. Já pedi impeachment do prefeito, do presidente da Câmara e tenho mais de cem representações no Ministério Público".

Ele afirma que o apoio do grupo político do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) provoca incômodo entre os políticos locais:

"O fato do apoio à minha candidatura lá na frente pode estar incomodando e muito, por causa da onda bolsonarista. Surfei nela e continuo surfando porque é o que eu acredito. Bolsonaro continua sendo uma potência no nosso país", completou

Cotidiano