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Jungmann sobre Marielle: 'Não há condições para esclarecer o crime no Rio'

O ex-ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante entrevista exclusiva ao UOL, no estúdio de Brasília. - Kleyton Amorim/UOL
O ex-ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante entrevista exclusiva ao UOL, no estúdio de Brasília. Imagem: Kleyton Amorim/UOL

Do UOL, em São Paulo

13/01/2020 14h40

Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e Segurança do governo Temer, criticou a forma como o governo Bolsonaro vem divulgando dados da segurança pública e voltou a defender a federalização do caso Marielle.

"Não existem condições suficientes para esclarecer o crime no Rio de Janeiro. Desde sempre, defendi a federalização, assim como a doutora Raquel Dodge. A federalização desse caso é decisiva para chegar aos mandantes", disse Jungmann à revista Época.

O ex-ministro afirmou que no estado o "crime organizado se aliou à política, e vice-versa. Há uma bancada do crime", alegando que essa pode ser uma dificuldade para concluir as investigações do crime.

A vereadora Marielle Franco (PSOL) foi executada quando voltava de uma reunião no Rio, no dia 14 de março de 2018. Seu motorista, Anderson Gomes, também foi morto no atentado. A assessora da vereadora também estava no carro e não se feriu.

Jungmann ainda criticou a forma como o governo Bolsonaro vem divulgando como sendo resultado de ações do atual governo. O ex-ministro usou o Twitter nos últimos dias para rebater os comentários de Moro.

"Crimes caíram em todo o país em percentuais sem precedentes históricos em 2019. Leio de alguns 'especialistas' em segurança pública que o Governo Federal não tem nada a ver com isso. Dos mesmos que compunham ou assessoravam os Governos anteriores quando os crimes só cresciam", postou Moro em seu perfil do Twitter na semana passada.

"Antes do Michel Temer, o Brasil não tinha um Ministério da Segurança Pública. Você tinha ministério da Previdência, Esportes, Cultura, Assistência Social, toda a área social da Constituição de 1988, menos segurança", disse Jungmann à revista.

Sobre a redução da criminalidade, ele afirmou que os últimos números mostram um resultado do governo anterior.

"A queda começa em 2018 e continua em 2019. Há várias fontes de dados desse tema, como o Anuário da Violência, ou o Monitor da Violência. Contudo o mais confiável sobre a mortalidade violenta é o do DataSUS, que computa todos os dados de morte do Brasil, mas com um ano de diferença. Então, o dado que você tem agora é o relativo a 2018. Você só vai ter 2019 no ano seguinte", disse Jungmann.

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