PUBLICIDADE
Topo

Defesa de Lessa, acusado de matar Marielle, contesta versão do MP, diz TV

Do UOL, em São Paulo

28/02/2020 20h35

O SBT Brasil teve acesso com exclusividade às alegações finais da defesa do ex-policial militar Ronnie Lessa, um dos acusados de matar a vereadora Marielle Franco (Psol) e seu motorista Anderson Gomes.

A defesa de Lessa contesta diversos pontos da acusação feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Uma das principais pistas analisadas pela Polícia Civil e que integram a acusação é o histórico de pesquisa de Ronnie Lessa na internet, que incluía muitos temas ligados à vereadora assassinada.

Segundo os advogados, as pesquisas de Lessa eram, em sua maioria, matérias jornalísticas e que se esse fator foi usado para acusá-lo, "qualquer pessoa com hábitos de ler notícias corria ao risco de ser suspeito".

Uma das pesquisas de Ronnie Lessa era o endereço do ex-companheiro de Marielle, local onde ela esteve na semana em que foi assassinada.

Os advogados do acusado alegam que a pesquisa foi feita porque Ronnie Lessa tinha interesse em comprar um terreno na região, mas acabou desistindo do negócio logo depois.

Os advogados também incluíram no documento a nota fiscal de uma luva, que segundo o MP, foi usada na noite do crime. Os advogados afirmam que a luva, recomendada por um médico, foi comprada dois meses após a morte de Marielle.

Lessa, que está preso desde março do ano passado, é acusado de ter atirado contra a vereadora e seu motorista, enquanto Élcio Queiroz é suspeito de dirigir o carro.

O MP pede que os dois suspeitos sigam em presídios separados para que não possam combinar a mesma versão. Além disso, o MP sugere que Queiroz e Lessa sejam levados a júri popular.

Por outro lado, a defesa de Lessa pede para que as investigações deixem as mãos do MP do Rio e da Polícia Civil e seja assumida pela Polícia Federal.

Tanto a família de Marielle, quanto a de Anderson são contra a federalização. Os dois foram assassinados em 14 de março de 2018.

Caso Marielle