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Condomínio é ocupado em SP; grupo ateia fogo para dificultar entrada da PM

Manifestantes que ocuparam o local mostraram resistência diante da PM, quebrando janelas e efetuando disparos - Reprodução/Globo News
Manifestantes que ocuparam o local mostraram resistência diante da PM, quebrando janelas e efetuando disparos Imagem: Reprodução/Globo News

Do UOL, em São Paulo

03/05/2020 16h58

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Polícia Militar (PM) desocuparam na tarde de hoje um conjunto habitacional ocupado na Vila Curuçá, na zona leste de São Paulo.

De acordo com informações da Globo News, manifestantes que ocuparam o local mostraram resistência diante da chegada da PM. Imagens mostram que algumas pessoas quebraram janelas e tentaram impedir a saída de parte do grupo que queria deixar o condomínio.

O conjunto habitacional tem 330 apartamentos foi construído pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP) e estava novo, pronto para ser entregue.

A Prefeitura de São Paulo informou, em nota, que "estão previstas para o período de 13 de maio a 5 de junho as assinaturas de contratos junto à Caixa".

O grupo com cerca de mil pessoas entrou no condomínio na noite de ontem e rendeu os sete seguranças que vigiavam o local.

Em uma das imagens captadas pela emissora, é possível ver um homem ateando fogo em um colchão e jogando o objeto em chamas para dentro de um dos prédios, pela janela.

Na sequência, o andar térreo de uma das torres aparece em chamas.

Homem fogo - Reprodução/Globo News - Reprodução/Globo News
Imagem: Reprodução/Globo News

Nas imagens é possível ver ainda bombas de gás sendo disparadas e alguns manifestantes sendo retirados pela Polícia Militar.

Por volta das 16h30, a PM já havia removido a maior parte do grupo e a situação estava mais calma, apesar de ainda haver pessoas dentro dos apartamentos.

A ocupação terminou por volta das 17h15. Neste horário, segundo a Globo News, policiais faziam uma varredura nos apartamentos para confirmar se todas as unidades estavam de fato vazias.

Tentativa de acordo

A Prefeitura de São Paulo informou, em nota, que os ocupantes não aceitaram acordo para saída voluntária do conjunto habitacional e que, por isso, houve a retirada pela GCM, com apoio da PM.

"Desde a manhã deste domingo, integrantes da Secretaria Municipal de Habitação e da Cohab-SP ofereceram inscrição em programas habitacionais [aos manifestantes] e, para quem já estava na fila, a atualização dos dados", disse a Prefeitura.

O conjunto vai beneficiar 965 famílias que estavam na fila para a casa própria, esclareceu a Prefeitura.

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