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Delegado baleado em briga com namorada será submetido a novas cirurgias

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

21/05/2020 15h09Atualizada em 27/05/2020 16h54

O delegado Paulo Bilynskyj, da Polícia Civil de São Paulo, encontrado baleado em seu apartamento e submetido a uma cirurgia na tarde de ontem, terá de realizar outras duas cirurgias para retirar do corpo projéteis de arma de fogo.

Em um vídeo gravado no hospital por amigos, ele afirma: "Pessoal, acabei de receber a notícia que vou ter que passar por mais duas cirurgias. Uma no abdômen e uma no peito para tirar projéteis de arma de fogo."

Ele complementou: "Se Deus quiser, vai dar tudo certo. E preciso do apoio de vocês, tanto com doação de sangue quanto com oração. Por favor. A gente se vê daqui a pouco."

Ontem, em outro vídeo, delegado afirmou que sua namorada, a modelo Priscila de Bairros, 27, atirou seis vezes contra ele depois de ver uma mensagem no celular dele que não gostou. Depois de atirar contra ele, ela se matou, segundo Bilynskyj.

A modelo foi encontrada ainda com vida no banheiro do apartamento com uma marca de tiro na altura do peito, na região lateral do corpo. Ela foi socorrida a um hospital próximo, mas não resistiu ao ferimento.

Com passagem pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), atualmente o delegado é plantonista no 101º DP (Distrito Policial), no Jardim das Imbuias, zona sul de São Paulo.

A Polícia Civil e a Corregedoria da corporação investigam se houve uma tentativa homicídio seguida de um suicídio ou se houve um feminicídio.

O delegado é conhecido nas redes sociais por defender o uso de armas para proteção de vidas. Ele também é professor em uma escola de cursos preparatórios.

O caso foi registrado no 1º DP (Distrito Policial) de São Bernardo do Campo. Procurado, o delegado responsável pela investigação, Filipe de Morais, preferiu não se posicionar para a reportagem sobre o assunto.

Por meio de nota, a SSP confirmou que "a ocorrência está em andamento e será registrada pela Corregedoria da Polícia Civil". A pasta afirmou que "todas as circunstâncias relativas aos fatos serão apuradas em inquérito policial pelo órgão corregedor da instituição".

Segurança pública