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Crivella anuncia aumento da fiscalização e medidas restritivas a ambulantes

25.mai.2020 - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), durante coletiva de imprensa no Riocentro - Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
25.mai.2020 - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), durante coletiva de imprensa no Riocentro Imagem: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

04/06/2020 13h43

A 1ª fase da flexibilização social da cidade do Rio de Janeiro começou na última terça-feira (2), mas Marcelo Crivella já anunciou alguns reforços. Em coletiva de imprensa na tarde de hoje, o prefeito afirmou que haverá mais restrições ao trabalho dos ambulantes legais nas ruas.

Agora, a fiscalização dos camelôs também será feita em ação conjunta da Guarda Municipal e da Secretaria de Vigilância Sanitária. Caso estejam desrespeitando as "regras de ouro" da cidade, os ambulantes legais perderão o crachá de identificação dado pela prefeitura e os ilegais perderão as mercadorias.

"As medidas de agora são mais restritivas ao comércio ambulante das que já existiam. No decreto de faseamento, os ambulantes que estavam autorizados a trabalhar nessas áreas [orla, areia, feiras e mercados populares], agora não vão poder trabalhar. A grande liberação do comércio ambulante não é fato. Apenas 40% do comércio ambulante autorizado da cidade do Rio de Janeiro pôde voltar a trabalhar", disse Eduardo Furtado, coordenador de Controle Urbano da cidade.

"Nós temos salvaguardas para recuar, sem vergonha e timidez. Nós vamos voltar se tivermos. O ambulante vive do 'pão nosso de cada dia', eles precisam, mas dentro das 'regras de ouro'. Temos que vigiar. Deu bagunça, vamos recuar. Agora, se nós tivermos consciência cívica, vamos entender que é preciso retomar aos poucos as atividades, senão o afastamento social vai causar mais danos que benefícios", acrescentou Crivella.

Ao todo, a cidade do Rio de Janeiro tem cerca de 14 mil ambulantes licenciados nas ruas e nos chamados camelódromos. Entre os vendedores, estão desde comerciantes que vendem comida nas ruas até os que vendem roupas e acessórios.

Retorno de atendimento dos hospitais

O prefeito Marcello Crivella também afirmou que trabalha para que os hospitais municipais voltem a realizar atendimentos e cirurgias. De acordo com a doutora Márcia Rolim, subsecretária de Vigilância Sanitária, ainda serão feitas reuniões de um grupo de estudo para a criação de um protocolo para os hospitais realizarem a retomada das atividades.

"A partir dessa semana ou no início da semana que vem estaremos fazendo reuniões técnicas e esses protocolos irão sair. O mesmo irá ocorrer com os protocolos específicos dos procedimentos e das boas práticas médicas da assistência clínica ou cirúrgica dentro dos hospitais. a partir dai vamos normatizar e fiscalizar para verificar se estão cumprindo as normas", explicou Márcia.

A previsão é de que a reabertura gradativa dos hospitais para o atendimento de casos além da covid-19 aconteça na 2ª fase da flexibilização social da cidade do Rio de Janeiro.

"Eu preciso voltar a atender as pessoas que têm outros problemas. Nós precisamos voltar a funcionar, estamos há 70 dias parados", finalizou Crivella.

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