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Preso, ex-vereador de SP será investigado por fraude no auxílio emergencial

Objetos apreendidos pela Polícia Civil na operação que prendeu nove pessoas em Itanhaém (SP), entre elas, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Valdir Gonçalves Mendes - Divulgação Polícia Civil
Objetos apreendidos pela Polícia Civil na operação que prendeu nove pessoas em Itanhaém (SP), entre elas, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Valdir Gonçalves Mendes Imagem: Divulgação Polícia Civil

Do UOL, em São Paulo

07/07/2020 08h42

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Itanhaém (SP) Valdir Gonçalves Mendes, conhecido como "Valdir do Açougue", foi preso ontem pela Polícia Civil em uma investigação sobre a atuação de um grupo criminoso dentro dos presídios da cidade.

No entanto, entre as ligações de Mendes interceptadas pela investigação, a polícia encontrou uma conversa em que ele conta para a mulher que teve o auxílio emergencial de R$ 600, oferecido pelo Governo Federal durante a pandemia, aprovado. O áudio foi revelado pela TV Tribuna.

"Oi amor, você viu lá? Ganhei R$ 600, foi aprovado o meu crédito", diz Mendes à mulher, que responde: "Tem vergonha né. Você não precisa". "Você acha que 99% do que tá recebendo precisa?", diz o ex-vereador.

A prisão de Mendes não teve relação com o recebimento do benefício. Mas, segundo a Polícia Civil, ele agora será investigado por não atender aos critérios para o recebimento do benefício.

Além do ex-vereador, que foi detido em uma imobiliária, outras oito pessoas foram presas pela Polícia Civil ontem, na Operação Coche. Os agentes investigaram durante quatro meses denúncias de tráfico de drogas e transporte clandestino em Itanhaém.

Além de comercializar drogas, os investigados extorquiam quem quisesse trabalhar com o transporte irregular. Entre os suspeitos estão políticos e empresários que eram colaboradores da facção. Os investigados também trabalhavam para eleger candidatos à Câmara e Prefeitura, que colaborassem com a facção.

Mendes já foi filiado ao PL, DEM, PSDB e em 2012 teve o mandato cassado. O UOL não conseguiu contato com ao defesa do ex-vereador.

Cotidiano