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Carnes são descartadas de forma irregular em Campinas; vigilância vê riscos

Descarte ilegal de carne registrado hoje no bairro Jardim do Trevo, em Campinas (SP) - WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Descarte ilegal de carne registrado hoje no bairro Jardim do Trevo, em Campinas (SP) Imagem: WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

14/08/2020 13h04

Um novo descarte irregular de carne foi registrado hoje em Campinas (SP), no bairro Jardim do Trevo. É a segunda vez em menos de dez dias que um descarte do tipo acontece. O UOL tentou contato com a prefeitura para saber se houve notificação do lixo encontrado hoje, mas não teve resposta.

Na semana passada, a prefeitura da cidade recebeu uma denúncia de um descarte similar no bairro Jardim do Lago II. Na sexta-feira (7), agentes da Vigilância em Saúde e do Departamento de Limpeza Urbana (DLU) recolheram 4.390 quilos de carne bovina, suína e aves, peças com osso, miúdos e outros derivados, como linguiças, salsichas e presunto, e também pescados no local.

A denúncia foi feita por uma pessoa que trabalha na região e percebeu as carnes quando passava pela avenida Antônio Von Zuben, perto do Campinas Shopping. Os frios estavam jogados próximos a um imóvel demolido. A suspeita é de que o descarte tenha sido feito por algum estabelecimento varejista. Os resíduos foram levados para o aterro sanitário.

Segundo os técnicos, os produtos estavam dispostos em contato direto com o solo, no acostamento e em valas, sob o sol. A maioria dos produtos estava com o prazo de validade expirado e em deterioração. As embalagens estavam estufadas ou rasgadas e havia muito sangue, moscas varejeiras e forte cheiro no local.

Carnes jogadas em Campinas - Divulgação/Prefeitura de Campinas - Divulgação/Prefeitura de Campinas
Carnes jogadas em rua de Campinas na semana passada. Embalagens mostravam datas de validade vencidas
Imagem: Divulgação/Prefeitura de Campinas

Houve relato de que moradores das proximidades teriam recolhido alguns desses produtos antes da chegada dos técnicos.

Segundo a Vigilância Sanitária, o descarte irregular contamina o meio ambiente e pode servir como atração de vetores, animais peçonhentos, ou seja, oferecendo riscos à saúde pública.

A prática é considerada crime, conforme artigo 54 da Lei Federal 9.605/1998, cuja pena é de reclusão, de um a quatro anos, e multa, além de infração sanitária, conforme o Código Sanitário do Estado de São Paulo e outras legislações estaduais e municipais.

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