PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Motorista de app é preso suspeito de matar passageiro por dívida de R$ 50

Câmera de segurança registra momento em que motorista de aplicativo conversando com amigos; eles são suspeito de assassinarem um passageiro - Divulgação/Polícia Civil RS
Câmera de segurança registra momento em que motorista de aplicativo conversando com amigos; eles são suspeito de assassinarem um passageiro Imagem: Divulgação/Polícia Civil RS

Júlia V. Kurtz

Colaboração para o UOL, em Aratiba (RS)

18/11/2020 18h04

Dois homens, incluindo um motorista de aplicativo, foram presos na manhã de hoje, em Porto Alegre (RS), suspeitos de serem os responsáveis pela morte de um passageiro que não teria R$ 50 para pagar pela corrida.

O crime ocorreu no dia 7 de maio, no bairro Belém Velho, zona sul da capital gaúcha. Um terceiro envolvido está foragido.

A operação responsável pelas prisões foi chamada de Taxi Driver e envolveu 20 policiais, que executaram ainda três mandados de busca e apreensão. Os três suspeitos possuem antecedentes por lesão corporal.

A vítima, Eduardo Burigo de Souza, de 29 anos, foi torturada, teve as mãos amarradas e foi executada a tiros. Ele era funcionário de uma loja de eletrodomésticos.

Câmera ajudou a prender suspeitos

De acordo com a polícia, foram usadas imagens de câmeras de segurança para identificar e prender os suspeitos. Elas também permitiram a montagem do trajeto dos carros envolvidos na ação.

Um deles é um Fiesta vermelho, pertencente ao motorista de aplicativo, que é visto parando em um supermercado. A vítima, então desembarca e vai até um caixa eletrônico, onde tenta sem sucesso sacar o dinheiro para pagar a corrida.

Enquanto isso, o suspeito é visto no celular e demonstrando irritação.

Em seguida, um segundo carro se aproxima, ocupado pelos outros dois acusados, e o motorista saí do próprio veículo para conversar com os supostos comparsas.

Depois, o Fiesta prossegue até a rua Luciano dos Santos Rodrigues, sempre seguido pelo outro automóvel, onde a tortura e o homicídio foram cometidos. A via é pouco movimentada e possui poucas residências.

A polícia não divulgou o nome dos suspeitos em respeito à Lei de Abuso de Autoridade.

Cotidiano