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PF cumpre mandado na residência de chefe da Casa Militar do Amazonas

No âmbito da Operação Sangria, mandados também estão sendo cumpridos na Secretaria de Saúde do Amazonas - Divulgação/PF
No âmbito da Operação Sangria, mandados também estão sendo cumpridos na Secretaria de Saúde do Amazonas Imagem: Divulgação/PF

Bruna Chagas

Colaboração para o UOL, em Manaus

30/11/2020 11h02Atualizada em 30/11/2020 13h58

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã de hoje em Manaus mais uma fase da Operação Sangria, que investiga possíveis crimes de fraude à licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na compra de respiradores para tratar pacientes com a covid-19.

Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em um condomínio de classe alta na zona centro-sul de Manaus e no prédio da Secretaria de Saúde do Amazonas.

Chefe da Casa Militar do governo do Amazonas, o coronel Fabiano Machado Bó foi um dos alvos dos mandados cumpridos pela PF, que ainda não divulgou nomes de presos na operação. Agentes do órgão deixaram a residência do secretário por volta das 8h (horário de Brasília).

Em nota, a Casa Militar informou "que seu chefe não tem pedido de prisão decretado pela Justiça Federal e que está disposto a colaborar com toda e qualquer informação aos órgãos oficiais de fiscalização e controle".

Segundo informações preliminares, os alvos da nova fase da Operação Sangria são investigados por possível envolvimento em um grande esquema de desvio de verba pública. A CGU (Controladoria Geral da União) também acompanha os trabalhos.

Ao todo, 14 viaturas da PF estão espalhadas em diversos pontos de Manaus cumprindo mandados.

Secretaria de Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) reforça que trabalha com transparência em suas ações, com sistemas de controles fortalecidos pela atual gestão, que tem implementado uma série de modernizações desde que assumiu a pasta.

A SES-AM informa que está contribuindo, desde o início, com a apuração dos fatos pela Polícia Federal e órgãos de controle do Estado e reitera que confia na Justiça.

Sangria

A Operação Sangria apura possíveis crimes contra o dinheiro público na compra de 28 respiradores importados por uma empresa de vinhos para tratar pessoas hospitalizadas com covid-19 em hospitais públicos no Amazonas.

Em outras fases da operação, a secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, chegou a ser presa, e o atual governador do estado, Wilson Lima (PSC), um dos alvos.

Um laudo pericial da PF atestou sobrepreço de 133,67% na compra de respiradores feita pela Secretaria de Saúde do Amazonas. A aquisição foi feita com dispensa de licitação.

Os 28 respiradores foram fornecidos por empresa especializada no ramo de bebidas alcoólicas denominada Vineria Adega.

Em uma manobra conhecida como triangulação, uma outra empresa vendeu os respiradores à adega por R$ 2,4 milhões; esta, por sua vez, repassou os equipamentos ao governo do Amazonas por R$ 2,9 milhões.

A suspeita de superfaturamento de R$ 496 mil foi registrada pela CGU, assim como o direcionamento da venda.

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