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Prefeitura de Brumadinho suspende alvará da Vale após morte de operário

Obras de reparação após barragem rompida na região do Córrego do Feijão, matando 259 pessoas e deixando 11 desaparecidos - Karime Xavier/Folhapress
Obras de reparação após barragem rompida na região do Córrego do Feijão, matando 259 pessoas e deixando 11 desaparecidos Imagem: Karime Xavier/Folhapress

Felipe Munhoz

Colaboração para o UOL, em Lençóis (BA)

19/12/2020 14h17

A Prefeitura de Brumadinho (MG) suspendeu ontem, por meio de decreto no diário oficial, o alvará de funcionamento e localização da Vale e das suas empresas terceirizadas. A decisão municipal ocorreu após a morte de um empregado da empresa contratada Vale Verde, na mina Córrego do Feijão.

A suspensão vale por sete dias, a partir da data da publicação, ou "até que sejam esclarecidos os fatos do acidente", e não afeta as obras da adutora no rio Paraopeba e as operações de buscas pelas 11 pessoas que ainda estão desaparecidas desde o acidente de 2019.

Em edição extra, o decreto, assinado pelo prefeito Avimar de Melo Barcelos (PV), lembrou da tragédia ocorrida no dia 25 de janeiro de 2019, "que ocasionou o óbito de 270 pessoas, sem laudo de segurança ou estabilidade da barragem da Mina Córrego do Feijão".

O texto da prefeitura afirma ainda que considera "a necessidade de garantir a segurança dos trabalhadores que atuam na área de recuperação ambiental que foi atingida pelos rejeitos da barragem da Mina Córrego do Feijão".

Por meio de nota, a Vale afirmou que "imediatamente após o acidente, paralisou suas atividades em Córrego do Feijão. A empresa segue apoiando as autoridades na apuração das causas e seguirá mantendo diálogo permanente com os órgãos públicos competentes".

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o material que cedeu sobre a escavadeira ontem onde estava a vítima é composto, principalmente, por terra e pedras de minérios de ferro. O peso rompeu a estrutura da cabine onde estava o operador e invadiu o local, provocando a morte do trabalhador.

O acidente ocorreu em uma área utilizada para descartes de material e não no local da operação de buscas de vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho. O funcionário que foi soterrado não teve a identidade revelada.

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