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Cão farejador da PM é 'aposentado' após 9 anos e R$ 2 milhões em apreensões

O cachorro Ninja se "aposentou" após quase 9 anos servindo a PM de Pernambuco - Divulgação/PMPE
O cachorro Ninja se "aposentou" após quase 9 anos servindo a PM de Pernambuco Imagem: Divulgação/PMPE

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, no Recife

22/01/2021 18h04

Com desempenho que lhe rendeu o apelido de "A Lenda", o cão farejador Ninja, de 9 anos, se "aposentou" hoje dos serviços prestados à PMPE (Polícia Militar de Pernambuco), deixando um legado de fidelidade à jornada de combate à criminalidade. A polícia estima que o cão, ao longo da carreira, impediu que R$ 2 milhões em material entorpecente fossem parar nas mãos de traficantes de drogas em Pernambuco. Ninja ajudou a polícia a apreender cerca de dez toneladas de maconha e aproximadamente 100 armas de fogo foram tiradas de circulação.

O cão prestava serviço ao 1º BIEsp (Batalhão Integrado Especializado), localizado em Caruaru (PE), região Agreste do estado, havia três anos. Ele irá morar na casa de um policial militar nos próximos dias. Segundo a tradição, os cães policiais que são "reformados" vão morar com o policial mais antigo do batalhão que serviu.

Ninja é um pastor alemão e nasceu no dia 7 de setembro de 2011 no canil Caraíbas, em Goiás. Ele foi treinado para atuar na Copa do Mundo de 2014. Logo nas primeiras ações policiais se tornou referência com o faro apurado para ajudar os policiais a localizar drogas, primeiro na CIPCães (Companhia Independente de Policiamento com Cães) e, depois, no 1º BIEsp, em Caruaru.

A decisão de "aposentar" Ninja ocorreu porque o animal está com um problema de saúde que causa dor em uma das patas. Apesar disto, o cão continua com o faro aguçado e sempre atento ao serviço. "Ele apresentou uma enfermidade na pata e estava sentindo dores quando era acionado para operações em terrenos mais acidentados. Por isso, achamos por bem que é hora de ele descansar", disse o comandante do 1º BIEsp, tenente-coronel Flávio Bantim.

Ninja e suas conquistas

Ninja ganhou uma medalhe pelos serviços prestados à Polícia Militar do Pernambuco - Divulgação/PMPE - Divulgação/PMPE
Ninja ganhou uma medalhe pelos serviços prestados à Polícia Militar do Pernambuco
Imagem: Divulgação/PMPE

Ninja coleciona feitos marcantes na carreira. Ele é o cão policial que participou da maior apreensão de maconha da história de Pernambuco, ocorrida no município de São Caetano (PE), na região Agreste, a qual foram apreendidas cerca de nove toneladas da droga.

O currículo do cão é almejado até por militares. Ao longo da carreira, o animal atuou de forma marcante. Ele participou da maior apreensão de crack de Pernambuco, em 2018, quando foram descobertos quase 30 quilos da droga escondidos no painel de um carro em Palmares (PE).

Além disso, Ninja ajudou o 1º BIEsp a apreender cerca de 100 armas de fogo e acabou com quase mil pontos de tráfico de drogas desde o ano de 2017, quando passou a atuar na região Agreste de Pernambuco.

"É justamente por isso que, em três anos no Agreste, Ninja passou a ser respeitado e conhecido na região por uma alcunha à altura de sua performance: 'A Lenda'", destacou a PMPE.

O cão, apesar de ser da Polícia Militar, também participou de ações na Polícia Civil e na Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco. O comandante do 1º BIEsp ressalta a importância da atuação do pastor alemão para o trabalho dos policiais militares. Ele contou que logo que o cão iniciou os treinamentos, se mostrou com o faro aguçado.

"Cada cão tem suas características próprias. É uma questão de genética. Uns são mais agressivos, para o trabalho policial, outros se destacam pelo faro, que é o caso de Ninja, que tem um faro muito aguçado. Quando chegamos a Caruaru os índices de violência estavam muito altos. Ele se destacou nas ações de combate ao tráfico de drogas. Quando recebíamos uma informação sobre entorpecentes, bastava passar com Ninja que ele logo indicava onde as drogas estavam escondidas", relatou Bantim.

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