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Ao menos dois militares ligados à Presidência foram alvo de operação da PF

Kleyton Amorim/UOL
Imagem: Kleyton Amorim/UOL

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

02/02/2021 22h50

A PF (Polícia Federal) fez buscas em residências de pelo menos dois militares da Aeronáutica que foram ligados ao transporte da Presidência da República nesta terça-feira (2), segundo o UOL apurou. Um deles não atua mais no setor —o tenente-coronel Alexandre Augusto Piovesan—, informou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A Operação Quinta Coluna foi deflagrada para apurar a extensão de um esquema de tráfico e remessa de drogas em aviões usados pela comitiva que acompanha o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A ação investiga suspeitos de lavagem de dinheiro e de associação para o tráfico.

Em 25 de junho de 2019, o sargento Manoel Rodrigues foi preso na Espanha ao ser flagrado com 37 kg de cocaína em aeronave oficial. Ele foi condenado a seis anos de prisão.

Dias depois da prisão de Rodrigues, em 17 de julho de 2019, Piovesan deixou o setor de transporte presidencial, segundo disse a assessoria do GSI ao UOL hoje.

O tenente-coronel foi um dos alvos das buscas da PF hoje. O outro militar ligado ao Planalto não teve a identidade revelada. Tampouco se sabe se ele ainda trabalha no órgão.

A polícia chegou a pedir a prisão de dois suspeitos: Jorge Luiz da Cruz Silva e Wikelaine Nonato Rodrigues. Mas a Justiça rejeitou o pedido.

Ao todo, a PF cumpriu 15 mandados de busca nesta terça-feira, de acordo com nota da corporação. A Justiça ordenou a suspensão das comunicações entre os investigados e proibiu que eles saiam do Distrito Federal. O grupo atuava "no entorno" de Manoel Rodrigues, segundo uma fonte ouvida pela reportagem.

Militares acompanharam ação da PF

O UOL não localizou Alexandre Piovesan.

A Força Aérea disse que militares acompanharam a ação da Polícia Federal. "Militares apoiaram o cumprimento de diligências necessárias ao prosseguimento da investigação", disse a Aeronáutica.

A Aeronáutica informou que abriu um inquérito policial militar, que foi concluído e enviado à Justiça e ao Ministério Público. A Promotoria ofereceu denúncia.

"A FAB atua firmemente para coibir irregularidades e reitera que repudia condutas que não representam os valores, a dedicação e o trabalho do efetivo em prol do cumprimento de sua missão institucional", disse.

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