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MPSP vai analisar liberação de atividades religiosas na fase vermelha

Templo cristão recebeu fiéis no primeiro sábado da fase vermelha no estado de SP - Anahi Martinho/UOL
Templo cristão recebeu fiéis no primeiro sábado da fase vermelha no estado de SP Imagem: Anahi Martinho/UOL

Do UOL, em São Paulo

07/03/2021 20h07

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) vai "examinar" o decreto da fase vermelha do Plano São Paulo, que incluiu atividades religiosas na lista de serviços que podem continuar funcionando mesmo com o endurecimento das restrições.

Segundo comunicado do MPSP, o procurador-geral de Justiça, Mario Sarubbo, terá um encontro virtual com "alguns membros" do gabinete de crise da covid-19 do próprio MPSP, "alguns integrantes" do Comitê de Contingência do governo estadual e líderes religiosos amanhã (8), às 15h.

"Sarrubbo pretende discutir diversos cenários, incluindo o da volta à exclusão de celebrações, cultos e demais encontros de caráter religioso do rol de atividades essenciais durante a fase vermelha", diz o comunicado do MPSP.

Preocupação

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse na segunda-feira passada (1º) que assinou o decreto classificando as igrejas como atividades essenciais em todo o estado durante a pandemia do novo coronavírus. "O decreto reconhece a essencialidade de todas as igrejas no estado de São Paulo e o seu funcionamento com a regularidade, obedecidos os critérios sanitários de proteção aos que dela participam. Esperança, fé e oração, com vacinas, vamos vencer a covid. Viva a vida", disse.

O anúncio foi recebido com cautela e preocupação entre médicos e políticos, que preferem evitar aglomerações enquanto os números de casos, mortes e internações por causa do novo coronavírus permanecem altos.

Dois dias depois, o governo anunciou que todo o estado passaria para a fase vermelha do Plano São Paulo —em que apenas atividades e serviços essenciais, como mercados e farmácias, são permitidos. A medida vale até 19 de março, mas pode ser prorrogada.

Ao UOL, o coordenador-executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo, pediu para que as pessoas evitem sair de casa. "Permitimos a liberação das igrejas, mas com muitas restrições para reduzir o risco. O ideal é que, se possível, as pessoas façam suas orações em casa, evitem ir a qualquer tipo de evento público, mesmo nas igrejas. Mas, se forem, que o façam com todos os cuidados possíveis de distanciamento e de não cumprimentar pessoas", afirmou.

Reportagem do UOL mostra que, no sábado (6), fiés foram às igrejas da capital e participaram de celebrações.

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