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Caso Henry: Conselho de Medicina abre sindicância contra Jairinho

Do UOL, em São Paulo

08/04/2021 16h38Atualizada em 08/04/2021 18h26

Após a prisão de Jairinho, investigado pela morte do enteado Henry Borel, 4, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) anunciou que instaurou sindicância para investigar uma possível punição contra o vereador, que tem registro para atuar como médico.

Em nota, o conselho informou que a investigação, levando em conta um rompimento do Código de Ética da profissão, correrá em sigilo e pode ter como punições uma advertência ou até mesmo a cassação do direito do suspeito clinicar.

Pela manhã, Jairinho também já havia sido punido pela Câmara dos Vereadores. Em nota, a Casa informou que a renumeração do vereador foi imediatamente suspensa.

Membro do Conselho de Ética da Câmara, a vereadora Teresa Bergher (Cidadania) informou que vai pedir o afastamento de Jairinho. O caso será discutido hoje e há mobilização de vereadores para que o afastamento seja imediato, sem aguardar o prazo de 30 dias que o regimento interno da Câmara prevê para que ele ocorresse automaticamente.

Dr. Jairinho foi preso na manhã de hoje por suspeita de envolvimento na morte do menino Henry Borel, de quatro anos, no dia 8 de março. A professora Monique Medeiros, mãe da criança, também foi detida com o parlamentar. Ontem ele foi afastado pelo Solidariedade.

"A Câmara Municipal do Rio de Janeiro, atenta à gravidade da prisão do vereador Dr. Jairinho e, como já declarado, consternada com a morte do menino Henry, se reunirá hoje para debater a situação do parlamentar, com a responsabilidade que o caso exige", informou a casa através de nota.

O caso

Henry era filho de pais recém-divorciados e passou o final de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida. Por volta das 19h de 7 de março, Leniel deixou a criança no condomínio onde reside a mãe.

Câmeras de segurança flagraram a chegada do menino. Monique Medeiros da Costa e Silva namora o vereador desde outubro passado. Antes, ela trabalhava como professora e agora ocupa cargo no Tribunal de Contas do Município.

De acordo com as investigações, na madrugada do dia 8, o padrasto de Henry e a mãe da criança levaram o menino ao Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, onde relataram que a criança apresentava dificuldade respiratória. O casal então ligou para o pai do garoto para relatar o ocorrido.

Leniel foi até a unidade de saúde e encontrou os médicos tentando reanimar a criança. Orientado pelos profissionais do hospital, o pai do menino abriu uma ocorrência na 16ª DP para entender o que aconteceu com o filho. A morte do menino ocorreu ainda no dia 8.

O laudo da necropsia de Henry indicou sinais de violência e a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente.

No documento, a perícia constatou múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores; infiltração hemorrágica na parte da frente, lateral e posterior da cabeça; edemas no encéfalo; grande quantidade de sangue no abdômen; contusão no rim à direita; trauma com contusão pulmonar; laceração hepática (no fígado); e hemorragia retroperitoneal.