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Morre o jornalista Aloy Jupiara, aos 56 anos, por complicações da covid-19

Aloy Jupiara estava internado com covid-19 na UTI do Hospital São Francisco, no Rio de Janeiro, desde 29 de março - Reprodução/YouTube
Aloy Jupiara estava internado com covid-19 na UTI do Hospital São Francisco, no Rio de Janeiro, desde 29 de março Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

13/04/2021 11h05Atualizada em 13/04/2021 11h31

Morreu no fim da noite de ontem, aos 56 anos, Aloy Jupiara, editor-chefe do diário fluminense O Dia, por complicações decorrentes da covid-19. O jornalista estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital São Francisco, no Rio de Janeiro, desde 29 de março.

Antes de desembarcar n'O Dia, Aloy trabalhou no jornal O Globo, em que foi repórter, coordenador e subeditor das editorias Rio e Política e editor do site, e no Extra, integrando a equipe que criou, no fim da década de 2000, o portal online do diário.

Especialista em produtos digitais, Aloy também ajudou a criar, no início dos anos 2000, o site do canal GloboNews, sendo editor de conteúdo do portal por dois anos, entre 2001 e 2003.

Em parceria com o também jornalista Chico Otávio, Aloy escreveu os livros "Os Porões da Contravenção", sobre a ligação entre o jogo do bicho e a ditadura militar, e "Deus Tenha Misericórdia dessa Nação: A Biografia Não Autorizada de Eduardo Cunha".

Devido ao livro que escreveu sobre o jogo do bicho, Aloy participou da série documental "Doutor Castor", que estreou em fevereiro no Globoplay e contou a história de ascensão e queda do bicheiro e contraventor Castor de Andrade entre as décadas de 1980 e 1990.

O jornalista também possuía fortes ligações com o samba carioca — a escola do coração de Aloy era a Império Serrano —, tendo participado do júri do prêmio Estandarte de Ouro e sido membro do Conselho Deliberativo do Museu do Samba.

"Nos momentos mais difíceis da história do Museu do Samba, o Aloy sempre esteve à disposição para nos socorrer. Era um exemplo de pessoa e de profissional", lamentou, em nota, a fundadora do Museu do Samba, Nilcemar Nogueira.

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