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Ex-marido suspeito de matar juíza Viviane do Amaral se cala em audiência

A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi morta a facadas pelo ex-marido, Paulo Arronenzi - Arquivo pessoal
A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi morta a facadas pelo ex-marido, Paulo Arronenzi Imagem: Arquivo pessoal

Colaboração para o UOL

14/04/2021 21h34

O engenheiro Paulo José Arronenzi, suspeito de esfaquear e matar a juíza Viviane Vieira do Amaral, sua ex-mulher, permaneceu em silêncio durante o seu interrogatório, na tarde de hoje, no 3º Tribunal do Júri do Rio.

Viviane foi assassinada na frente das três filhas do casal, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime aconteceu na véspera de Natal do ano passado.

De acordo com o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio), a audiência desta tarde durou cerca de três horas e foi marcada pela forte comoção dos familiares e amigos da magistrada.

Após ouvir o depoimento de oito testemunhas do caso, o juiz Alexandre Abrahão concluiu a fase de instrução do processo. Acusação e defesa terão agora prazo de cinco dias para a apresentação de suas alegações finais. Em seguida, o juiz irá decidir se o engenheiro deve ser levado ou não a júri popular.

Da plateia, acompanharam os depoimentos um grupo composto por nove juízas e o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, juiz Felipe Gonçalves, que presta assistência à família da vítima.

Relembre o caso

O crime aconteceu quando a juíza levava as crianças para passarem o Natal com o pai. Viviane foi atacada de surpresa, enquanto descia do carro. Paulo desferiu múltiplas facadas no corpo e no rosto da juíza. O engenheiro foi preso em flagrante, logo em seguida, por guardas municipais.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o assassinato aconteceu porque Paulo não aceitava o fim do relacionamento, especialmente as consequências financeiras do término de casamento.

Arronenzi foi denunciado por homicídio quintuplamente qualificado. Ainda segundo o MP, as qualificadoras, que podem levar ao aumento da pena em caso de condenação são:

  • Feminicídio: ou seja, a vítima foi morta por ser mulher;
  • Três menores: o crime foi praticado na presença de três crianças, as filhas de Viviane e Paulo;
  • Motivo torpe: o acusado a matou por não se conformar com o fim do relacionamento;
  • Sem possibilidade de defesa: o crime foi cometido por um meio que dificultou a defesa da vítima, atacada de surpresa quando descia do carro;
  • Crueldade: o meio cruel utilizado, uma vez que as múltiplas facadas no corpo e no rosto causaram intenso sofrimento à vítima.

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