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MP denuncia dentista acusada de deformar pacientes no RJ, diz TV

Vítimas denunciaram dentista no RJ por deformação - Reprodução/Fatástico
Vítimas denunciaram dentista no RJ por deformação Imagem: Reprodução/Fatástico

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/05/2021 11h34

O Ministério Público denunciou a dentista Giselle Gomes por lesão corporal gravíssima, estelionato e exercício ilegal da profissão. A Justiça ainda suspendeu as redes sociais da dentista e a afastou de suas funções. Ela foi acusada de realizar procedimentos estéticos com substâncias adulteradas e deformar suas pacientes. A informação foi divulgada ontem durante reportagem exibida no Fantástico.

As vítimas pagavam por aplicações de ácido hialurônico, utilizado em harmonizações faciais, mas recebiam injeções de um produto mais barato e nocivo, o polimetilmetacrilato (PMMA), que é uma substância permanente. Segundo as mulheres, Giselle era uma mulher "envolvente" que às vezes induzia as pacientes a fazer outros procedimentos quando chegavam ao consultório.

No primeiro momento ela é amorosa, ela entende o problema do outro. Então realiza o procedimento. E quando a pessoa volta para fazer a revisão e que se queixa de alguma coisa, essa Giselle de personalidade doce ela se transforma numa pessoa grossa, arrogante, debochada, disse a advogada Andréa Paes, uma das vítimas da dentista.

A cabeleireira Alana Velasco também foi uma das vítimas da dentista e disse ter pago mais de R$ 1.000 e entrado em depressão após a deformidade.
A maior parte das mulheres são de Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro, onde vive a dentista.

Segundo a apuração da polícia, o produto aplicado era o Ao todo, foram cerca de 40 pessoas que enfrentaram deformidades faciais após o procedimento estético.

A delegada Natália Patrão afirmou ao Fantástico que Giselle tinha cursos de poucas horas e não possuía nenhum tipo de especialização para a realização dos procedimentos, além disso, que a delegada ainda afirmou que ela recebia lucros "exorbitantes".

"No cumprimento do mandado de busca e apreensão, mostrou que ela pagava R$ 25 em um ml de PMMA quando na verdade o preço médio do ácido hialurônico gira em torno de R$ 500", contou. As investigações ainda apontaram que ela atendia mais de 50 pessoas por dia.

Giselle Gomes já havia recebido denúncias das vítimas em fevereiro, quando foi acusada de deformar 18 pacientes com harmonizações faciais. Na época, ela era alvo de investigação da Policia Civil.

A personal trainer Camilla Carvalho, 35 contou no mesmo mês ao UOL que fez as intervenções com a dentista em 2018 e que até hoje faz acompanhamentos médicos para amenizar os impactos dos procedimentos. "A boca encaroçou. Ela dizia que ia diminuir e por várias vezes ela fez aplicação de remédio dizendo que ia reduzir os caroços, mas era uma dor insuportável, todas as vezes eu ficava deformada, até desinchar demorava. Eu saia do consultório de máscara. Ficava tão deformada que tinha vergonha de sair na rua", disse.

De acordo com a paciente, a dentista alegava que os problemas eram ocasionados pelo organismo da personal, que rejeitou a substância. Um dia, Camilla chegou a pedir à dentista que cortasse parte dos lábios na tentativa de se livrar dos caroços que tanto a incomodavam.

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