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1 mês

MPRJ denuncia homem branco preso por furto de bicicleta elétrica no Leblon

Do UOL, em São Paulo

18/06/2021 23h12

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), apresentou denúncia contra Igor Martins Pinheiro, preso ontem por policiais da 14ª Delegacia de Polícia do Rio. Ele é apontado como autor do furto da bicicleta elétrica, da professora de dança Mariana Spinelli, no Leblon, zona sul da cidade, no último sábado. O jovem branco de 22 anos tem 28 anotações criminais, 14 delas por furto de bicicletas.

O denunciado, no dia dos fatos, ao passar pela calçada movimentada onde a bicicleta estava estacionada em um bicicletário, logrou romper a corrente e o cadeado que travavam o veículo e, em seguida, evadiu-se do local. Policiais civis abordaram o denunciado e seu irmão, em via pública, no dia 16, deste mês, momento em que, durante revista pessoal, encontraram dentro da mochila do irmão de Igor um alicate de pressão de 18 polegadas, devidamente apreendido", trecho da denúncia do Ministério Público

Pinheiro aparece em imagens de câmeras de segurança furtando a bicicleta de Mariana. Ele se aproxima e, em menos de dois minutos e de forma discreta, destranca a bicicleta e vai embora. Em outra imagem, o jovem surge já no portão do prédio onde mora em Botafogo, também na zona sul do Rio, com a bicicleta furtada.

Leblon - Divulgação - Divulgação
Imagens de circuito de segurança obtidas pela Polícia Civil mostram o suspeito de furtar a bicicleta elétrica de Mariana Spinelli no Leblon; ela e o namorado acusaram um homem negro.
Imagem: Divulgação

Após o ocorrido, a professora de dança e o seu namorado, o estudante de design Tomás Oliveira, acusaram injustamente o instrutor de surfe Matheus Ribeiro, um homem negro de 22 anos. O caso repercutiu após Ribeiro gravar um vídeo da ação e compartilhar em suas redes sociais. Ele acusa o casal de ter feito a abordagem por ele ser negro.

Segundo a Polícia Civil, no apartamento do criminoso, foram apreendidos a bermuda que ele usava no momento do crime e um alicate usado para romper o cadeado da bicicleta.

Spinelli foi até a delegacia ainda no sábado para registrar o furto de sua bicicleta elétrica. O UOL tentou entrar em contato com a jovem, mas ela, assim como seu namorado, apagou as redes sociais após a publicação do vídeo de Ribeiro.

Casal perdeu emprego

Professora de dança, Spinelli perdeu o emprego por causa da repercussão do caso. Oliveira também foi desligado da empresa em que trabalhava, a rede de papelarias Papel Craft, que pertence à mãe dele, a empresária Maria Eliza Araújo, mais conhecida como Malica Araújo. Spinelli e Oliveira prestaram depoimento na tarde de ontem (16).

A delegada Natacha Alves tipificou a ação dos dois como calúnia e difamação. "Em nenhum momento veio aos autos qualquer menção, por partes destes, no sentido de terem realizado alguma ofensa expressa de caráter racista. Com base também nos elementos do caso, elementos concretos, não houve instauração de inquérito para apurar injuria racial, e sim o crime de calúnia", explicou a delegada em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.

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