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'Não há orientação para remover barracas', diz Nunes sobre população de rua

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes  (MDB) - Bruno Rocha/Estadão Conteúdo
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) Imagem: Bruno Rocha/Estadão Conteúdo

Henrique Sales Barros, Leonardo Martins e Rayanne Albuquerque

Do UOL, em São Paulo

28/07/2021 14h40Atualizada em 28/07/2021 18h18

Com a chegada de uma frente fria histórica no Brasil, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) negou que a gestão municipal tenha orientado agentes a removeram de barracas das pessoas que estão em situação de rua na cidade de São Paulo.

Nunes foi questionado durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, ao lado do governador, João Doria (PSDB), se a prefeitura executaria a ação conhecida como "rapa", quando funcionários passam retirando cobertores e outros mantimentos de pessoas em situação de rua.

O prefeito, então, rebateu e citou a Cracolândia, localizada na região do centro da capital. "Uma coisa é o que está na cidade e o que está na Cracolândia. Todas aquelas barracas estavam com venda de drogas, do crack. Essas barracas é o que a prefeitura não vai permitir. A política da prefeitura é de tentar fazer o convencimento pra ir pros abrigos, mas evidentemente a prefeitura não vai retirar ou remover [a pessoa] dali".

Nunes seguiu discorrendo sobre a Cracolândia e anunciou que ontem estabeleceu uma nova ação na região contra "barracas de venda de crack" junto à Polícia Militar de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana.

"Dobrei o efetivo da GCM na região. Uma investigação da Polícia Civil identificou que aquelas tendas serviam para ser a barraca do crack. Então nós estamos tirando essas tendas, não é permitido. Já tivemos uma redução de 840 pessoas naquele ambiente para 420", disse em conversa com jornalistas após a coletiva.

Nunes também negou que "acabaria" com a Cracolândia em sua gestão. "Mas que eu vou fazer de tudo para acabar, eu vou fazer", concluiu. Doria, quando ainda era prefeito da capital, fez essa promessa, o que não se concretizou.

Auxílio à população em situação de rua

Durante a coletiva, que contou com a presença do padre Julio Lancelotti, da pastoral Povo da Rua, o governo do estado e a prefeitura anunciaram uma série de ações para os moradores de rua durante os próximos dias, em que o frio irá derrubar os termômetros da capital.

Entre as ações, há distribuição de roupas, mantimentos e alimentos quentes, além de vagas em abrigos do governo e da prefeitura.

O governador aproveitou para anunciou o Noites Solidárias, ação que acolherá e fornecerá alimentos a essa população.

Entre os dias 28 e 31 de julho, a ação Noites Solidárias vai fornecer abrigos em pessoas em situação de rua, especialmente na capital, mas também em outras cidades do estado. Ofereceremos apoio a prefeitos e prefeitas. O acolhimento será feito a partir das 20h até as 8h da manhã, período em que as temperaturas caem acentuadamente
João Doria

Doria anunciou ainda que foram criadas mais de 3 mil vagas de acolhimento no estado pelo programa e que a administração estadual conseguiu doações de cobertores térmicos pelo setor privado.

Nunes disse ainda que cinco tendas estão montadas em locais em que há presença da população em situação de rua. "Também terá o atendimento médico. Nesses locais, já temos desde o dia 30/04 a operação Baixas Temperaturas", disse o prefeito de São Paulo.

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