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Sargento morreu em curso por febre maculosa no RJ; PM tem 2º caso suspeito

O Cabo Mário César Amaral, que morreu no domingo (24); suspeita é de que ele tenha sido atingido por febre maculosa - Reprodução/Batalhão de Polícia de Choque - BPChq
O Cabo Mário César Amaral, que morreu no domingo (24); suspeita é de que ele tenha sido atingido por febre maculosa Imagem: Reprodução/Batalhão de Polícia de Choque - BPChq

Do UOL, em São Paulo*

25/10/2021 20h30Atualizada em 25/10/2021 20h30

A morte de um sargento após participação no Curso de Operações da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi causada por febre maculosa, segundo resultado de laudo confirmado pela Secretaria de Saúde do estado. Carlos Eduardo Silva tinha 21 anos de corporação, estava no Batalhão de Choque há 15 anos e participava do curso como instrutor. Ele morreu na última quinta-feira (21).

A doença, provocada por uma bactéria transmitida por carrapatos, também é tratada como possível motivo do óbito de um segundo PM, identificado como Mario César Coutinho Amaral. Ele morreu no domingo (24) e também fez parte do treinamento como instrutor, sendo integrante do Batalhão de Choque há nove anos. As autoridades de saúde ainda aguardam resultado laboratorial para confirmar a suspeita.

"A equipe da SMS Rio segue realizando a investigação epidemiológica e todos os policiais que estiveram no treinamento estão sendo testados. Não há risco de epidemia", garantiu a Secretaria em nota ao UOL.

Uma reunião marcada para hoje deve definir novas diretrizes de monitoramento dos policiais que participaram do curso. O número de profissionais envolvidos não foi confirmado.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro preferiu não comentar as suspeitas de febre maculosa, afirmando apenas que "lamenta a morte do cabo Mario César Coutinho".

"O policial estava na corporação há nove anos e no Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) há quatro, onde era instrutor. A causa da morte ainda está sendo apurada", concluiu o comunicado.

A Polícia Militar não informou o local onde o curso ocorria, mas o treinamento era numa área de mata e foi suspenso temporariamente.

Entre os sintomas da doença estão febre alta repentina, dor de cabeça e no corpo, mal-estar generalizado, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo, principalmente nas mãos e nos pés. O diagnóstico é feito com exame laboratorial de sangue ou amostras de lesões de pele.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou que, na capital, foram registrados cinco casos de febre maculosa em 2021.

"A partir da notificação de casos suspeitos, as equipes de Vigilância Epidemiológica e Vigilância Ambiental realizam a investigação epidemiológica complementar para descrição da situação clínica dos casos, identificação dos antecedentes epidemiológicos de exposição, avaliação do ambiente de exposição (presença de animais, coleta de vetores para investigação laboratorial) monitoramento dos casos e orientações sobre prevenção e proteção específica", explicou o órgão, sem comentar a contaminação dos PMs.

*Com informações da Agência Brasil

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