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PR: Homens armados picham protesto e queimam 13 veículos, diz prefeitura

Veículos usados para o transporte de moradores de Campo Magro, na região metropolitana de Curitiba, foram incendiados  - Divulgação/Prefeitura de Campo Magro
Veículos usados para o transporte de moradores de Campo Magro, na região metropolitana de Curitiba, foram incendiados Imagem: Divulgação/Prefeitura de Campo Magro

Lorena Pelanda

Colaboração para o UOL, em Curitiba

02/12/2021 11h56

13 veículos usados para o transporte de moradores de Campo Magro, na região metropolitana de Curitiba, foram incendiados por volta das duas horas da madrugada de hoje, no pátio da prefeitura do município. Dois homens armados invadiram e renderam os vigias que faziam a segurança do local. Em seguida, atearam fogo nos ônibus e caminhões com coquetel molotov, de acordo com a prefeitura. No local ainda foram pichadas frases com protestos contra a polícia local: "A Roni executa, o estado finge que não vê".

Em entrevista ao UOL, o prefeito de Campo Magro Cláudio Casagrande diz que acredita que o incêndio tem relação com confrontos ocorridos ontem. "É uma manifestação de pessoas que estão em uma invasão na cidade há um ano e meio. Na quarta-feira houve um confronto entre a polícia e os invasores e deixou uma pessoa morta. O pátio tem cem veículos e conseguimos, por sorte, salvar muita coisa".

Ainda segundo a prefeitura, cerca de duzentas famílias invadiram uma área de proteção ambiental. A reintegração de posse foi autorizada, mas por conta da pandemia, a retirada das famílias ainda não foi realizada.

O prédio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde foram pichados com ameaças - Divulgação/Prefeitura de Campo Magro - Divulgação/Prefeitura de Campo Magro
O prédio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde foram pichados com ameaças
Imagem: Divulgação/Prefeitura de Campo Magro

"No nosso cadastro tem 500 famílias, mas muitas não vivem lá e, inclusive, algumas pessoas tentam vender os terrenos para se aproveitar da situação", diz o prefeito.

Três ônibus que foram destruídos pelas chamas eram usados para fazer o transporte de 89 crianças com deficiência, que são atendidas pela APAE da cidade.

Os demais veículos eram utilizados pelas secretarias de saúde, obras, agricultura e defesa social. "O incêndio poderia ser ainda maior, já que o fogo não conseguiu se alastrar. Em um ônibus para cadeirantes, por exemplo, o fogo não se propagou, já que ele é adaptado e não tem tanto material inflamável. O prejuízo estimado é de R$ 7 milhões. É muita coisa para uma cidade pequena".

Além da destruição dos veículos, o prédio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde também foram pichados com ameaças durante a madrugada.

O delegado da Polícia Civil do Paraná Cassiano Aufiero afirma que as investigações já começaram. "Acompanhamos o caso desde a madrugada e já acionamos a Criminalística e o Instituto de Identificação. Já foram coletadas várias evidências, que serão confrontadas com alguns dados que possuímos. Tudo levar a crer que se trata de uma retaliação por causa de uma ação policial na madrugada anterior, contendo inclusive ameaças aos órgãos públicos".

Até agora, nenhum suspeito foi identificado.

Mesmo com os estragos, a administração municipal afirma que o transporte de passageiros está mantido, com outros veículos adaptados.

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