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Corpo de idosa é trocado e enterrado em outra cidade: 'Erro inaceitável'

Fachada do Hospital São Paulo, onde o corpo de uma idosa de 82 anos foi trocado; família registrou denúncia na polícia - Divulgação/Hospital São Paulo
Fachada do Hospital São Paulo, onde o corpo de uma idosa de 82 anos foi trocado; família registrou denúncia na polícia Imagem: Divulgação/Hospital São Paulo

Andréia Martins

Do UOL, em São Paulo

02/12/2021 11h34

A família de Maria Aparecida de Almeida, de 82 anos, não conseguiu se despedir da forma que gostaria da idosa, que morreu na terça-feira (30), no Hospital São Paulo, na capital paulista. Ao voltar ao local para levar o corpo de Maria ao cemitério, a família descobriu que o corpo dela havia sido retirado por engano por outra família e já havia sido sepultado, possivelmente em outra cidade.

"Estamos sem resposta sobre o que aconteceu. A família está toda frustrada. As pessoas chegaram no velório e perguntaram: 'Cadê o corpo'. Esse é um problema de todos porque pode acontecer com qualquer um. É um alerta, um erro inaceitável", disse o neto de Maria Aparecida, Roger Carvalho de Almeida, em conversa por telefone com o UOL.

A idosa morreu por volta das 17h30 de terça-feira (30), após sofrer um infarto. Ela acabara de realizar uma consulta médica no hospital e voltava para casa quando se sentiu mal.

Constatado a morte de Maria Aparecida, a família reconheceu o corpo e, como o sepultamento aconteceria apenas na manhã de quarta-feira, Roger conta que a família foi orientada por um motorista da funerária a voltar no outro dia cedo, para realizar o transporte do corpo até o Cemitério da Vila Formosa, na zona leste da cidade, onde ela seria enterrada.

Ao chegar no hospital no dia seguinte, a família descobriu o erro e soube que o corpo de Maria Aparecida tinha sido sepultado em Itaquaquecetuba - cidade a cerca de 60 km de São Paulo. A outra família, que também pensava estar enterrando uma familiar de nome Maria, já foi comunicada do erro.

A família de Maria Aparecida vai entrar com pedido para a exumação do corpo.

"Não teve atenção de reconhecimento do corpo por um médico, que teria que assinar a liberação do corpo. Tem placas com os nomes completos para fazer a identificação e a gente ainda não tem certeza de que é o corpo da minha avó que esta em Itaquaquecetuba", disse Roger.

Em nota ao UOL, o Hospital São Paulo disse que "lamenta profundamente o ocorrido" e investiga o caso.

"De imediato, à família foi recebida pela superintendência do hospital, que no ensejo apresentou sinceros sentimentos à família. A assessoria do Hospital, inclusive jurídica, está junto à família para a resolução da situação e o HSP informa que já foi aberta a investigação do ocorrido", diz o comunicado.

A família registrou um boletim de ocorrência e a Polícia Civil da 16ª DP investiga o caso.

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