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6 meses

Enchentes na Bahia podem voltar ainda nesta semana, alerta professor

Colaboração para o UOL

13/12/2021 10h40Atualizada em 13/12/2021 15h52

O professor Pedro Luiz Côrtes, do Instituto de Energia e Ambiente da USP (Universidade de São Paulo), disse, em entrevista ao UOL News hoje (13), que as enchentes registradas no sul da Bahia podem acontecer novamente nesta semana ou no início da próxima. O mesmo pode ser esperado em janeiro de 2022.

"Vamos ter diminuição de chuvas nestes dias, mas isso pode voltar no final desta semana e na próxima, e não se descarta o retorno desse fenômeno em janeiro", alertou o especialista.

Côrtes se refere ao fenômeno climático La Niña, que pode causar desde uma estiagem até chuvas mais intensas, dependendo da região do país. O evento acontece quando correntes marítimas mais frias sobem e chegam à superfície do Oceano Pacífico.

O professor também responsabiliza as mudanças climáticas pelo ocorrido. "Estamos vivendo um período de décadas de aumento dos fenômenos naturais por conta das mudanças climáticas", explicou.

Falta de infraestrutura

Durante a entrevista, Pedro Luiz Côrtes ainda disse que é difícil evitar as consequências do La Niña, mas ressaltou medidas de mitigação que podem ser tomadas pelo poder público.

"O que se pode fazer é informar a população sobre o que está por vir, mas lidar com as consequências é muito difícil", admitiu.

Uma alternativa, explica o especialista, é monitorar as áreas de risco. "Verificar como essas áreas estão sendo ocupadas, retirar as famílias. Embora seja um fenômeno natural, é possível mapear áreas de maior risco e instalar sistemas de monitoramento para informar, por exemplo, o nível do rio."

As chuvas no sul da Bahia deixaram sete mortos, 3.700 desabrigados e afetaram diretamente a vida de quase 70 mil pessoas, segundo a Defesa Civil do Estado. O número de feridos chega a 175. Em Minas Gerais, que também sofre com as enchentes, duas pessoas morreram na última semana.

Até esta manhã, o governo da Bahia já havia reconhecido situação de emergência por 180 dias em 25 municípios.

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