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Bombeiro civil de 24 anos morre em rave no interior de SP

Renan foi encontrado morto em represa de clube onde foi realizada a festa Imagem: Reprodução/ Facebook

Simone Machado

Colaboração para o UOL, em São José do Rio Preto (SP)

17/01/2022 21h02Atualizada em 18/01/2022 06h51

A Polícia Civil de Américo Brasiliense, interior de São Paulo, investiga a morte do bombeiro civil Renan Mesquita, 24, durante uma rave no clube Náutico de Araraquara, realizada no último fim de semana. O corpo de Renan foi encontrado boiando na represa do clube, na manhã de hoje.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o corpo do rapaz foi encontrado por funcionários do clube no momento em que eles chegaram para trabalhar. Ele estava próximo a uma cachoeira e não apresentava sinais aparentes de ferimentos de armas branca ou de fogo. A corporação fez a retirada da vítima e acionou a Polícia Civil, que o identificou.

A rave realizada no clube contou com a participação de cerca de 10 mil pessoas. O evento começou na tarde de sábado e durou cerca de 48 horas.

Amigos de Renan perceberam o desaparecimento do jovem durante a rave. O rapaz, morador de São Joaquim da Barra (SP), não teria retornado à van da excursão após o evento.

"Havíamos combinado de nos encontrar na praça de alimentação para pegar a van e voltarmos para casa. No horário marcado, estávamos todos lá, mas o Renan não apareceu. A gente procurou ele por umas duas horas pelo clube, fomos ao ambulatório e não o encontramos", conta uma amiga do jovem, que pediu para não ter o nome divulgado.

Os demais jovens, então, retornaram com a excursão para São Joaquim da Barra e iniciaram uma campanha nas redes sociais na tentativa de encontrar Renan. "Pensamos que ele poderia ter entrado em uma van errada ou ter ido para a casa de algum amigo", acrescenta a amiga.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso. A perícia vai analisar as causas da morte de Renan. O laudo deve ficar pronto em algumas semanas.

Em nota, o Conselho de Administração do Clube Náutico Araraquara lamentou a morte de Renan e disse que está dando suporte às investigações. O clube acrescentou ainda que "locou parte do espaço de sua sede campestre para a realização da Festa Mandallah, com os contratantes apresentando todos os documentos legais para a sua realização".

A organização da festa divulgou nota afirmando que está ajudando nas investigações e prestando apoio à família de Renan.

"O evento, que é organizado há mais de 16 anos e tem como principal objetivo proporcionar alegria, conectividade e conhecimento entre diversos povos e culturas que frequentam o evento.

Destacamos que a segurança dos participantes do evento sempre foi um de nossos pilares, razão pela qual, na edição desse ano, contamos com 30 bombeiros civis, duas lanchas equipadas com materiais para salvamento aquático, 18 salva-vidas, duas motos aquáticas, três bombeiros para salvamento aquático, duas ambulâncias com equipamento de suporte avançado, além de 250 duzentos e cinquenta seguranças", diz o texto.

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