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Greve no Metrô: Paralisação de metroviários de SP será decidida no dia 24

Movimentação em frente à estação Tucuruvi durante greve dos metroviários, em maio de 2021 -  ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Movimentação em frente à estação Tucuruvi durante greve dos metroviários, em maio de 2021 Imagem: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Colaboração para o UOL

17/05/2022 21h35

Os metroviários de SP decidiram, em assembleia realizada na noite desta terça-feira (17) adiar a decisão sobre uma possível greve, até então marcada para esta quarta. Segundo o sindicato, o adiamento configura uma oportunidade de seguir nas negociações, após o recebimento de uma proposta enviada pela direção do metrô minutos antes do início da reunião.

"Em conversa informal realizada na noite de ontem com a diretoria administrativa, foi apresentada uma certa disposição de negociar e reabrir negociações com o sindicato, apontando o atendimento de algumas reivindicações", explicou o coordenador do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo.

Reajuste salarial, contratação de mais funcionários e isonomia salarial são algumas das principais reivindicações da categoria. O objetivo é que os metroviários que exercem o mesmo cargo tenham tanto o piso quanto o teto de pagamento iguais para todos.

"Os funcionários entram recebendo o piso e, de acordo com o plano de cargos e salários criado pelo Metrô, vão recebendo aumentos anuais de 5% até alcançarem o teto", afirmou Fajardo, explicando que o nome desse reajuste foi batizado de "step". Por exemplo, um operador de transporte metroviário nível 1 entra ganhando R$ 2.200. O teto é R$ 3.800. Da forma como está, o funcionário teria que esperar mais de 10 anos para conseguir alcançar o pagamento do teto. Com isso, funcionários que executam a mesma função que os que já ganham pelo teto acabam tendo que trabalhar por muitos anos recebendo salários menores".

Segundo o coordenador do sindicato, outro problema é que há dois anos o "step" não estaria sendo aplicado pela direção do Metrô. E ainda haveria funcionários que há quatro anos não estariam sendo beneficiados com o reajuste.

A proposta encaminhada pelo Metrô na noite de ontem, por sua vez, oferece o pagamento de um "step" e o fim do chamado "subsolo", que são as contratações de funcionários por salários abaixo do piso salarial da categoria. Algo que a diretora do sindicato considerou como um "avanço nas negociações", já que, desde abril, a empresa não manifestava intenção em avançar nos termos das reivindicações.

Assim, a diretoria propôs em assembleia o adiamento da greve para o dia 25, com nova assembleia marcada para a véspera, dia 24. A categoria pretende manter o calendário de mobilizações, como o trabalho sem uniforme e a realização de "barulhaços".

Caso optem pela greve na semana que vem, a paralisação deve afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. As demais linhas que operam em São Paulo são administradas pela iniciativa privada e as discussões sobre salários e reivindicações da categoria não dependem do governo do Estado.

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