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Após chacina, PM estima prejuízo de R$ 5,2 mi no tráfico na Vila Cruzeiro

O atual governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que concorre à reeleição, durante sabatina UOL/Folha Imagem: UOL

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

27/05/2022 15h42Atualizada em 27/05/2022 18h38

A Polícia Militar do Rio estima que a operação policial conjunta na última terça-feira (24) na Vila Cruzeiro, na zona norte da cidade, tenha causado um prejuízo de R$ 5,2 milhões ao CV (Comando Vermelho) —facção que controla o tráfico de drogas na comunidade.

Na ação —que terminou como um massacre—, pelo menos 23 pessoas morreram. Anteriormente, as unidades de saúde e a Polícia Militar haviam informado 26 óbitos, mas a Polícia Civil alega que três vítimas eram de um confronto no Morro do Juramento. Nenhum dos mortos era do Bope (Batalhão de Operações Especiais) ou da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que participaram da ação.

De acordo com a PM, foram apreendidos 14 fuzis automáticos usados em guerras convencionais —todos seriam de fabricação estrangeira, com capacidade de disparar até 800 tiros em apenas um minuto. O alcance dessas armas de guerra chegaria a 1,5 km, com precisão no tiro de 500 metros.

"Isso explica, por exemplo, porque um desses disparos, efetuados do alto da Vila Cruzeiro, atingiu mortalmente a cabeleireira Gabrielle [Ferreira da Cunha, 41] na comunidade da Chatuba. Explica também por que disparos efetuados do mesmo complexo de comunidades atingiram na semana passada um helicóptero comercial, que voa a cerca de 300 metros de altura em relação ao solo", informou a corporação.

Foram apreendidas ainda quatro pistolas e 20 granadas.

Segundo informações preliminares, o valor das armas apreendidas chega a R$ 1,2 milhão. O valor das drogas recolhidas da comunidade é estimado em R$ 4 milhões.

Apesar da polícia relatar o alto poder ofensivo das armas apreendidas, apenas um policial ficou ferido.

Governador destaca desfalque

Nas redes sociais, o governador Cláudio Castro (PL) destacou o desfalque de R$ 5,2 milhões e o alto poder letal do armamento apreendido na comunidade, que integra o Complexo da Penha. "A zona norte não é hotel de bandido. A Vila Cruzeiro merece viver em paz sem a liderança do crime, que usa moradores como escudo humano", diz.

O arsenal apreendido em poder dos bandidos é impressionante. Armas com grande capacidade de destruição, capazes de derrubar helicópteros e usadas em guerras como a da Ucrânia e Rússia."
Governador Cláudio Castro (PL)

De acordo com a PM, o CV é responsável por 80% dos confrontos armados no RJ.

Segundo a corporação, a operação na Vila Cruzeiro ocorreu para prender criminosos que sairiam da região com destino à Rocinha, na zona sul do Rio, para encontrar outro grupo. A ideia era prender lideranças do tráfico em flagrante, já que as forças de seguranças não tinham mandados de prisão para efetuar.

O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PM, a Polícia Federal e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) participaram da operação.

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