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Preto no Branco: programa dá dicas de como ser antirracista

Colaboração para o UOL

01/07/2022 04h00

"Quando uma mulher negra se apresenta, ela diz 'eu sou uma mulher negra'; quando uma mulher que não é negra se apresenta, ela diz 'eu sou uma mulher'; quando um homem branco se apresenta, ele diz 'eu sou uma pessoa". A frase da escritora Grada Kilomba é citada pela advogada Claudia Luna durante sua participação no programa Preto no Branco, que foi ao ar nesta quinta-feira (30) na Band News.

Apresentado pela produtora e atriz Maria Gal, o episódio seis, e último da primeira temporada do programa, abordou questões como racismo estrutural, privilégio e o conceito de democracia racial para refletir sobre "como ser antirracista" no Brasil.

Como pontapé para a discussão, Luna frisou a responsabilidade das pessoas brancas e não-negras na luta antirracista no país. Para ela, as pessoas brancas vivem em um presente que ainda é marcado por desigualdades e que, portanto, também são responsáveis por transformar essa realidade.

A advogada também criticou frases cotidianas de algumas pessoas brancas que rebatem esta responsabilização apontada por ela dizendo coisas como "eu não escravizei ninguém" ou "somos todos iguais, não existem diferenças".

Para ela, dizer que todos os indivíduos são iguais é uma das manifestações do conceito chamado "mito da democracia racial" e que o "color blindness" (fenômeno de ignorar as nuances raciais e sociais, buscando englobar a todos na categoria de humanos) nega a diversidade. "São estratégias do racismo e do privilégio branco porque acabam invisibilizando e negando a existência das diferenças", explica.

Mudança constante

Como ser antirracista, então? Buscando responder a essa pergunta, Maria Gal e Claudia Luna falam sobre a importância de fazer com que as ações antirracistas sejam efetivas e não superficiais.

Em seu último episódio, Preto no Branco apresentou alguns primeiros passos para fazer isso acontecer. Para começar, questione. Onde estão os pretos no seu trabalho? No restaurante que você frequenta? Escute vivências pretas, leia autores negros, não se cale diante das injustiças e se torne um aliado criando oportunidade para pessoas pretas.

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