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Vaquinha para as famílias de Bruno e Dom ultrapassa a meta de R$ 100 mil

Indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas - Reprodução/ TV Globo
Indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas Imagem: Reprodução/ TV Globo

Do UOL, em São Paulo

04/07/2022 22h28Atualizada em 04/07/2022 22h53

A campanha de doação para as famílias do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, assassinados no Vale do Javari, ultrapassou a meta de R$ 100 mil. Até a noite desta segunda-feira (4), a vaquinha aberta em um site de doações (clique aqui para acessar) alcançou R$ 102.412,00 em doações com a contribuição de 770 apoiadores. Amanhã faria um mês do desaparecimento da dupla no Amazonas.

O texto explica que o valor arrecadado será "dividido igualmente entre as famílias" de Bruno e Dom. "Como a situação e as necessidades podem mudar drasticamente, preferimos deixar que eles decidam a melhor maneira de usá-lo", esclarece a vaquinha.

"Começamos esta campanha enquanto Dom e Bruno estavam desaparecidos, mas em 15 de junho nosso pior pesadelo se tornou realidade: após 10 dias de buscas, seus corpos sem vida foram encontrados e dois irmãos confessaram ter participado de seu assassinato e desaparecimento. Outro homem mais tarde se entregou também."

A campanha explica que Bruno "dedicou sua vida à defesa dos direitos dos indígenas brasileiros e, há anos, foi ameaçado pelo trabalho que amou". Ele deixou a esposa, Beatriz de Almeida Matos, e três filhos — de 2, 3 e 16 anos.

Já Dom deixou a esposa, a brasileira Alessandra Sampaio. O jornalista desapareceu com Bruno no Vale do Javari ao fazer uma reportagem que ira compor um livro que ele estava escrevendo e se chamaria "Como Salvar a Amazônia".

"Alê desistiu de seu emprego trabalhando com mulheres refugiadas para se mudar do Rio para Salvador para reduzir os custos do casal. Dom sempre foi um freelancer precarizado e abriu mão da renda que recebia escrevendo reportagens para jornais em janeiro de 2021 para se concentrar inteiramente no livro. O dinheiro estava apertado e o casal estava contando com a entrega de um novo rascunho do livro para receber seu próximo pagamento — agora Dom nunca poderá fazê-lo, embora esperemos que o livro ainda seja publicado", discorre o texto.

Os amigos de Bruno e Dom, que assinam a vaquinha com "total permissão e apoio" de Beatriz e Alessandra, escreveram que mesmo um pequeno valor de doação é "valioso para mostrar que Dom e Bruno não estão sozinhos, não agiram em vão".

Dom, Bruno, Alê, Beatriz e seus filhos precisam de nossa ajuda não apenas para pagar as contas diárias, mas também para os grandes novos custos que surgirão por causa dessa luta pela justiça. Mesmo a menor doação é valiosa para mostrar que Dom e Bruno não estão sozinhos, não agiram em vão. Estamos unidos com eles para sempre! Campanha de doação para as famílias de Bruno e Dom

Hoje, o MPF (Ministério Público Federal) e a DPU (Defensoria Pública da União) foram à justiça contra a União e solicitaram uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos após a morte de Bruno e Dom. A ação pede que o valor indenizatório seja repassado aos povos indígenas.

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