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Criança morre após passar um ano com prego no pulmão na Bahia, diz família

Família de Cauan afirmou que prego só foi encontrado no organismo do menino após exame particular de raio-x - Acervo familiar e TV Bahia
Família de Cauan afirmou que prego só foi encontrado no organismo do menino após exame particular de raio-x Imagem: Acervo familiar e TV Bahia

Do UOL, em São Paulo

06/07/2022 20h38Atualizada em 07/07/2022 08h12

Um menino de 3 anos morreu após passar um ano com um prego no pulmão sem que o objeto fosse identificado em diversas consultas no Hospital Municipal de Canavieiras (BA).

Segundo a família de Cauan Araújo Conceição, o menino foi levado à unidade de saúde pela primeira vez em junho de 2021 após "se engasgar" com um objeto estranho, até então identificado.

"Levei para o hospital, na mesma noite. Chegando lá, o médico olhou e falou que não tinha nada na garganta da criança. Nós voltamos", disse o pai do menino, Cosme Conceição, em entrevista à TV Bahia.

Segundo os pais, depois da primeira visita ao hospital, o menino continuou a passar mal e deu entrada na unidade de saúde outras vezes.

"Ele ficava sentindo febre e tossindo demais. De um tempo para cá a dor foi começando a chegar. Uma dor do lado direito dele, ele chegava a andar torto, para o lado", afirmou a mãe da criança, Clarice Araújo, ao mesmo canal.

Em uma das visitas ao hospital, uma médica chegou a falar que a criança estava com asma.

Desconfiados, os pais do menino resolveram fazer um raio-x em uma unidade de saúde particular. O exame logo detectou a presença de um prego no organismo do garoto. Ele foi encaminhado ao Hospital Geral do Estado, em Salvador, passou por uma cirurgia para a retirada do objeto e ficou dois dias internado na UTI do local. Ele não resistiu e morreu com um quadro de broncopneumonia após ter os dois pulmões perfurados pelo prego.

O UOL entrou em contato com a prefeitura de Canavieiras em busca de um posicionamento sobre a acusação de negligência feita pela família, mas não recebeu retorno sobre o assunto até o momento.

À TV Bahia, o município informou que a família da criança só buscou atendimento no dia 27 de junho. Segundo o canal, porém, o casal tem comprovação de que foi até o local anteriormente. O caso está sob investigação.

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