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Homem é encontrado morto com pedras amarradas ao corpo no mar de SC

José Edilson da Silva, 29, morreu em Santa Catarina - Arquivo Pessoal
José Edilson da Silva, 29, morreu em Santa Catarina Imagem: Arquivo Pessoal

Luan Martendal

Colaboração para o UOL, em Florianópolis

06/07/2022 17h35

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de José Edilson da Silva, 29, encontrado morto com sinais de violência no mar de Itajaí, litoral norte do estado. A vítima — que era surda-muda e natural de Pernambuco — estava desaparecida desde 30 de junho, quando saiu para ir à academia em Balneário Camboriú (SC) e não retornou para casa.

O corpo de José Edilson estava com uma pedra presa à sua genitália, indicando homicídio por meio cruel, informou a PM (Polícia Militar).

A vítima foi avistada sem vida dentro da água por volta do meio-dia de ontem numa área de difícil acesso denominada de Canto do Morcego, próxima ao farol de Itajaí. De acordo com a PM, uma mulher procurou a guarnição e informou que, enquanto seu marido pescava mariscos, avistou o corpo boiando no costão da Praia Brava.

Com o auxílio de um drone e de um jet ski, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar vistoriou a região e identificou a localização da vítima, que estava com a parte frontal do corpo submersa.

Segundo a polícia, quando o corpo do homem — que estava sem roupas — foi retirado da água e virado pelos bombeiros, "ficou constatado que ele estava amarrado a uma pedra pelas genitais e tinha um corte na cabeça, indicando a prática do crime de homicídio".

Pelas características da vítima, que possuía uma tatuagem no antebraço, a polícia suspeitou de que poderia se tratar de José Edilson, que tinha registro de desaparecimento informado desde a última sexta-feira (1º). A família foi chamada até o Instituto Médico Legal (IML) e reconheceu o corpo como sendo do rapaz.

O UOL entrou contato com a Polícia Civil de Santa Catarina, que confirmou a abertura de inquérito para apurar a morte de José Edilson da Silva, mas até o momento não informou mais detalhes sobre a investigação do caso.

A Associação de Surdos de Balneário Camboriú, da qual José Edilson fazia parte, prestou homenagem nas redes oficiais da instituição. "Estamos de luto. Sentiremos muito a sua falta", divulgou em nota.

Nada justifica essa crueldade, diz irmã

Em conversa com o UOL, a irmã de José Edilson, Maria das Graças da Silva, que morava com ele na mesma casa, conta que ele e a família são naturais de Brejão, em Pernambuco, e estavam morando em Balneário Camboriú (SC) — cidade vizinha à Itajaí — há cerca de um ano e seis meses.

Maria e José Edilson se mudaram para Santa Catarina com a intenção de melhorar de vida.

O jovem não estava trabalhando no momento e tinha como principal hobby a atividade física, sendo frequentador assíduo da academia e era apreciador do ciclismo. Ele chegou a tatuar a imagem de uma bicicleta em um antebraço. Foi durante uma das idas à academia que ele desapareceu em 30 de junho.

"Era um dia comum, ele saiu para ir para a academia próximo da roda gigante [ponto turístico de Balneário Camboriú], mas não chegou ao seu destino, nem voltou para casa. Não conseguimos entender o que aconteceu, ele era surdo-mudo, era como uma criança, puro, bondoso, não fazia mal a ninguém. Meu irmão não tinha inimigos, nada que justificasse essa crueldade. Não entendo e não aceito, quero saber quem fez isso com ele e porquê, eu quero justiça", desabafou a irmã.

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