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Suspeita de matar enteada envenenada no RJ assumiu o crime, diz filha

Cintia Mariano Dias Cabral é suspeita de matar enteada envenenada no Rio de Janeiro - Reprodução/Facebook
Cintia Mariano Dias Cabral é suspeita de matar enteada envenenada no Rio de Janeiro Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

07/07/2022 10h12Atualizada em 07/07/2022 17h01

A filha de Cíntia Mariano Dias Cabral, presa por suspeita de matar a enteada e tentar matar o enteado envenenado no Rio de Janeiro, disse que a mãe confessou aos filhos a autoria do crime que terminou com a morte de Fernanda Cabral, 22, em março.

"Meu irmão me mandou mensagem falando que conversou com ela e ela assumiu [o crime]. Ela também assumiu para mim", afirmou a jovem, não identificada, em entrevista ao "RJ2", jornal da TV Globo.

Ela disse que decidiu conversar com a imprensa após a divulgação de laudo pericial do Instituto Médico Legal que comprovou o envenenamento da jovem. Com esse documento, a polícia deve pedir que a prisão de Cíntia seja convertida de temporária para preventiva.

"Eu decidi falar pela Fernanda. Acho que as pessoas têm que pedir por Justiça, que ela pague por tudo que fez", afirmou.

A jovem disse que, a princípio, não desconfiou que a mãe tivesse relação com a morte de Fernanda, mas disse que "maldou" ao perceber que o outro enteado de Cíntia, Bruno Cabral, 16, passou mal com os mesmos sintomas da irmã.

"No caso do Bruno, aconteceu o almoço, né? Na hora, alí, a gente não desconfiou, mas achou estranho ela ter pego o prato, né? Aí eu fui dormir. Quando acordei, acordei com a ligação de que eles estavam no hospital e que o Bruno estava no mesmo estado da Fernanda.", recordou.

Cíntia está presa no complexo penitenciário de Bangu.

Ao UOL, a defesa de Cíntia afirmou que ela ainda não teve acesso à entrevista dada pela filha à imprensa. "De qualquer forma, em relação aos depoimentos dessas pessoas, a gente não tem nada a falar. Só temos que acrescentar que a Cíntia não falou nada aos filhos", afirmou o advogado Carlos Augusto dos Santos.

Em relação aos laudos periciais, por meio de nota, a defesa considerou as provas "atécnicas e extremamente parciais", apontando que a enteada de Cíntia não tinha sintomas de envenenamento ou que não houve registro de substâncias tóxicas na exumação do corpo, o que foi justificado pela polícia como um resultado do tempo no qual a vítima esteve enterrada.

"Com uma simples leitura, percebemos que não foi detectado nenhuma substância tóxica, o que estão fazendo é um malabarismo pericial para buscar algo que não existe, realizando uma espécie de achismo", diz o posicionamento da defesa.

Entenda o caso

Cintia foi presa no dia 15 de maio, após o enteado Bruno Cabral, 16, dar entrada no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste do Rio, com rebaixamento do nível de consciência, produção excessiva de saliva, com as pontas dos dedos e dos pés azulados e espasmos musculares.

O prontuário médico obtido pelo UOL aponta que o paciente sofreu intoxicação exógena (causada pelo contato com substâncias químicas).

O rapaz relatou que começou a passar mal após um jantar preparado pela madrasta. Ele chegou a se queixar do sabor amargo do feijão e notar fragmentos azuis na comida.

À polícia, Cintia alegou que o jovem se referiu a um tempero industrializado, usado na comida, e que não foi absorvido pelo feijão.

Com a internação de Bruno, a polícia passou a suspeitar que Cíntia fosse responsável pela morte de Fernanda Cabral, irmã do adolescente, registrada em março deste ano. Fernanda morreu depois de apresentar os mesmos sintomas que o irmão. Ela ficou 13 dias internada na mesma unidade de saúde. Na ocasião, a equipe médica não desconfiou de intoxicação por chumbinho e ela faleceu.

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