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Justiça decreta prisão de dona de creche que deu tapas em criança em SP

A Justiça de São Paulo decretou a prisão de temporária de Marina Rodrigues de Lima, diretora e proprietária da Escola de Educação Infantil Alegria de Saber, que foi gravada agredindo um aluno da instituição, em Osasco, na Grande São Paulo.

O que aconteceu

Marina Rodrigues de Lima é considerada foragida. A Polícia Civil de São Paulo requisitou pelo pedido de prisão da diretora que foi concedido pela Justiça na noite de terça-feira (11). A equipe de investigação atua para cumprir o mandado de prisão.

Vídeo mostra diretora dando vários tapas em rosto de criança. Na gravação, um menino chora e é colocado em uma mesa separada dos colegas. Marina então se aproxima e pega a cabeça da criança, forçando-a a beber de uma caneca. Em seguida, bate várias vezes no rosto do aluno.

Polícia investiga mulher por maus-tratos, lesão corporal e tortura. Em nota, a SSP afirmou que foi aberto um inquérito policial para investigar o caso, e que a autoridade policial vai analisar imagens de câmeras de segurança. A corporação informou que foram agredidas crianças de dois e três anos.

Vídeo foi gravado por ex-funcionária. Ingrid Oliveira, em entrevista à TV Globo, disse que percebeu aos poucos o comportamento agressivo da chefe e começou a gravar escondida. "Se fosse minha filha eu ia querer que me contasse, e foi isso que eu fiz", afirmou.

Mãe de aluno percebeu comportamento estranho de filho dentro de casa. Larissa Soares contou que o filho passou a replicar em casa o que a diretora fazia com ele na creche, além de apresentar sinais físicos das agressões. Ela ainda afirmou que vai mudar o filho de escola.

Prefeito de Osasco cassou alvará de funcionamento de escola. Gerson Pessoa (Podemos) disse ter conversado com pais e funcionários da escola junto com membros do Conselho Tutelar. A Prefeitura de Osasco ofereceu vagas na rede municipal para as crianças agredidas pela diretora.

O UOL tentou entrar em contato com a escola e com Marina Rodrigues Lima, mas não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

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