'Arruma uma buchuda': o que disse empresária suspeita de comprar bebê em GO


Do UOL, em São Paulo
01/04/2025 12h48Atualizada em 01/04/2025 12h48
A investigação que resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de negociar a venda de uma bebê recém-nascida em Goiânia analisou mensagens enviadas pela empresária que teria comprado a criança, segundo a Polícia Civil de Goiás.
O que aconteceu
Mãe e padrasto entregaram bebê de 27 dias à empresária, após negociarem pagamento, segundo a polícia. Acusados por tráfico humano, os três foram presos em flagrante junto a uma funcionária da empresária que teria intermediado as negociações. A identidade dos quatro suspeitos ainda não foi divulgada.
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"Arruma uma buchuda pra me dar o filho", escreveu a mulher à funcionária, conforme a troca de mensagens divulgada pela polícia. Na sequência, a empresária enviou: "Se for menino, mio [melhor] ainda. Se for preto então, mio [melhor] ainda".
Em outro print divulgado pela polícia, a suspeita diz que pagaria R$ 5 mil pela criança. Na mesma mensagem ela ri. Os investigadores não confirmaram, no entanto, se esse era o valor total negociado.
"Traz ela para mim, eu fico", teria escrito a mulher em outra ocasião. Em resposta, a funcionária envia uma mensagem de voz. Questionada, a Polícia Civil não informou o teor do áudio.
Relembre o caso
Mãe e padrasto entregaram bebê após pagamento, segundo a polícia. Eles foram investigados e presos em flagrante após uma denúncia anônima.
Polícia Civil informou que a mãe confessou a negociação para trocar criança por dinheiro. Ela teria entregue o recém-nascido à empresária na tarde do último dia 29. A recém-nascida foi encontrada com a empresária no bairro João Braz, em Goiânia.
Em seguida, a funcionária da empresa que teria mediado a venda da criança também foi presa. Os quatro suspeitos foram indiciados por tráfico de pessoas, cuja pena é de, no mínimo, quatro anos de prisão e multa.
Criança foi levada pelo Conselho Tutelar. Ela está em abrigo provisório, ainda segundo a Polícia Civil goiana.